Cerca de 200 pessoas estiveram presentes em mais um ato de apoio à reabertura da Cinemateca Brasileira na última terça (27).

Além dos pronunciamentos de expoentes do audiovisual brasileiro, assistiram a diversos depoimentos de representantes das cinematecas do mundo, filiadas à Federação Internacional de Arquivos de Filmes (FIAF) trazendo mensagens de apoio à Cinemateca, em formato de filmes projetados na grande fachada do antigo edifício.  Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Colômbia, Nova Iorque, Portugal, Espanha, Itália, França, Suíça, Alemanha, Áustria, Holanda, República Tcheca e Índia demonstram sua preocupação com o acervo, com os ex-funcionários e com o  futuro incerto da Cinemateca Brasileira.

Com a organização e abertura conduzida pelo cineasta Roberto Gervitz, o ato seguiu com discursos de repúdio e indignação pela situação crítica a que a Cinemateca está sujeita, em mais de 300 dias de absoluto abandono por parte do Governo Federal, após o encerramento do contrato de gestão com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP).

Sentados nas ruas e calçadas, manifestantes acompanharam as falas dos cineastas Francisco Martins e Tizuka Yamasaki, Débora Butruce (presidente ABPA) e do documentarista Sergio Muniz. Os cineastas Marcelo Machado, Helena Tassara e Rachel Monteio também prestigiaram o evento.  Fernando Magalhães, advogado do coletivo Mariana em Movimento(MM), descreveu a situação jurídica da Ação Civil Pública (ACP) movida pelo Ministério Público Federal (MPF), a pedido do deputado estadual, Carlos Giannazi, contra a União.

Em apoio ao evento, estavam presentes o deputado estadual Carlos Giannazi, o vereador Celso Giannazi, Roseli Loturco e Marisa Castro, do coletivo Mariana em Movimento e da Frente Ampla Cinemateca Viva (FACV), Eliana Barcelos, da Associação dos Moradores da Vila Mariana (AVM) e Elisa Ximenes, do Cinemateca Viva.

 


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