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Redes sociais para projetos e empreendimentos culturais

Em reportagem recente, o Wall Street Journal apontou o Brasil como a “capital mundial das redes sociais”. Segundo a publicação, a cultura “hiper-social” do país e a adesão da crescente classe média à internet garantem a popularidade das ferramentas de mídia social por aqui.

O Brasil ocupa o segundo lugar em número de usuários do Facebook e em visitantes únicos do YouTube, duas das maiores plataformas do gênero, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O tempo gasto pelos brasileiros nesses ambientes virtuais, é superior à média mundial – mais de um terço (36%) do tempo utilizado para navegar na web, de acordo com pesquisa da comScore.

Isso faz do Brasil a menina-dos-olhos das empresas focadas em redes sociais que buscam crescimento fora dos mercados europeu e dos Estados Unidos. “O Brasil ganha apelo particular, porque a China, o maior mercado emergente, bloqueia sites como o YouTube, o Facebook e o Twitter, impedindo essas empresas de lucrar na ascendente economia do país asiático”, afirma o texto do Wall Street Journal.

A diretora de software da IBM Brasil, Ana Paula Assis, reafirmou a relevância do país neste mercado. “Social e mobilidade são prioridades no Brasil. O brasileiro está sempre ligado, compartilhando e se expondo de forma tranquila”, declarou ao jornal Folha de S. Paulo. “Para as empresas, é realmente uma possibilidade de ter um acesso fantástico a informações sobre padrões de comportamento e preferências.”

Mas será que as companhias já entendem a relevância da comunicação nas redes sociais? E como isso se aplica ao mercado cultural?

Para Luiz D’Elboux, sócio-diretor da d’Boux Agence, o uso que os empreendimentos fazem das redes sociais ainda pode ser aprimorado. “As empresas precisam usar estas redes em todo o seu potencial, com a linguagem adequada, para: disponibilizar informações, responder a questionamentos, entender e atender a dúvidas e reclamações, entre outras coisas”, explica.

De acordo com o empresário, o que torna as redes sociais tão interessante para os usuários, principalmente o brasileiro, é a possibilidade de filtrar o conteúdo que chega até ele, por meio de indicações de amigos e seguidores, e o fato de a trocar de informação ser em tempo real sobre qualquer marca, produto ou serviço.

“Ou seja, pessoas não precisam mais buscar informações em sites de empresas, jornais, revistas… perguntam e recebem o que querem nas redes”, diz D’Elboux.  “Neste sentido, as redes sociais são essenciais para consolidação de marcas. Conseguem superar a relação empresa/consumidor colocando ambos em um mesmo patamar, um relacionamento igualitário. Isto pode criar relacionamentos verdadeiros, abertos, intensos.”

Mônica Herculano, diretora de Conteúdo do Cemec, acredita que as ferramentas de mídia social são hoje essenciais para esse relacionamento entre marca e público. “A mesma linha de raciocínio pode ser usada para iniciativas culturais que querem se consolidar no mercado e com seus públicos. Estar nas redes sociais e conseguir usá-las da melhor maneira faz diferença no resultado final”, defende.

Ela coordena, nos próximos dias 18 e 19 de maio, em São Paulo, curso focado no tema. A Jornada Redes Criativas volta a discussão para a perspectiva dos empreendedores culturais. “Sentimos, em conversas com produtores, que muita gente ainda não conhece bem essa maneira de fazer, e que funciona. Mas além disso, a partir dessa análise do que já vem sendo feito, vamos procurar identificar com os alunos novas formas de destacar seus projetos nas redes e deixar sua marca”, declara.

A ideia é aprofundar o conhecimento em relação a estratégias, conteúdo e métricas de avaliação e apresentar modelos que estão dando certo. Além de Mônica Herculano e Luís D’Elboux, também ministra aula Guilherme Valadares, criador do Papo de Homem, plataforma com 1,5 milhões de visitas únicas/mês e uma rede com mais de 500 colaboradores voluntários.

Para saber mais sobre o curso, clique aqui.

 

Redação

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