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Danilo Miranda fala sobre Sesc, Lei Rouanet e Ministério da Cultura

O jornal Folha de S. Paulo publicou nesta quinta-feira (5/4) reportagem com o diretor regional do SESC São Paulo, Danilo Santos de Miranda. Na entrevista, ele falou sobre o bom momento que a entidade está vivendo – com orçamento crescendo mais que a economia do país -, Lei Rouanet e Ministério da Cultura.

“O Sesc se firmou por ter um foco muito objetivo, de oferecer cultura para todos. E cultura não é só arte, espetáculo e patrimônio. Tem a ver com valores, ética e estética, com a construção de uma sociedade ancorada na educação contínua e permanente”, afirmou o diretor.

Segundo o jornal, o orçamento anual da entidade deve atingir R$ 1,5 bilhão neste ano, consolidando um recorde para o SESC. Atualmente, o montante é maior que o das secretarias de cultura da cidade de São Paulo (R$ 400 milhões), do governo do Estado (R$ 1 bilhão) e do que o do Ministério da Cultura (R$ 800 milhões, que se somam a R$ 2 bilhões vinculados a leis de incentivo).

De acordo com Miranda, 1/4 da verba do SESC é destinada à expansão e renovação das unidades. As cidades de Guarulhos e Osasco devem ganhar novas sedes e a de Sorocaba recebeu investimento de R$ 70 milhões e será reinaugurada no primeiro semestre.

Recentemente, o nome do diretor foi citado em um abaixo assinado convocado pela classe cultural, que pedia sua entrada no ministério da Cultura, no lugar da atual ministra, Ana de Hollanda. “Depois de 40 anos atuando em gestão cultural, não posso dizer que não tenho ideias sobre fatos importantes da nossa realidade. Não quero parecer alguém que está se propondo a substituir a ministra. Receio que isso soe como intromissão indevida em um campo para o qual não fui convidado. Há um desejo de mudança que tem sua justificativa, mas essa é uma decisão de uma pessoa só”, declarou.

Miranda também defendeu uma revisão da Lei Rouanet: “O dinheiro é público, portanto o poder público deve ter participação decisória sobre como administrá-lo. O que não pode é inverter essa equação. O recurso principal deve vir do erário – e não de lei”.

Na ocasião, o diretor apresentava a prefeitos, secretários e autoridades o Circuito Sesc de Artes 2012, que percorrerá 88 cidades do Estado com 200 artistas brasileiros e estrangeiros, numa espécie de caravana cultural.

A íntegra da reportagem está disponível para assinantes aqui.

*Com informações do jornal Folha de S. Paulo

Redação

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