Foram vinte meses à frente do Ministério da Cultura, tempo em que, seguindo as diretrizes da presidente Dilma, junto com uma equipe técnica séria e em diálogo permanente com a sociedade, avançamos na implementação de políticas públicas que colocassem definitivamente a cultura como eixo capital no desenvolvimento do Estado Brasileiro. É importante salientar que nossa gestão nunca teve como meta a visibilidade midiática e que o estudo dos dados e a análise criteriosa da situação interna seguiram um perfil essencialmente estruturante, visando a preparar o ministério para responder às demandas do século XXI no Brasil, que vem, cada vez mais, se apresentando como uma referência de renovação no cenário mundial.
Um dos programas mais complexos do MinC é o Cultura Viva. São 3.703 pontos de cultura em todos os estados do país apoiados pelo MinC, diretamente ou por meio dos estados ou municípios. Nesse um ano e oito meses quitamos as dívidas e atualizamos as parcelas de todos os que estavam em condições de receber. Deixamos vários novos editais prontos para serem lançados.
Não é meu objetivo e nem é este o espaço adequado para apresentar um balanço detalhado das políticas implantadas ou em processo no ministério, em parte já apontadas no Plano Nacional de Cultura, para as áreas das artes, patrimônio, memória, fomento, formação, acesso etc. O grande compromisso desta gestão foi o de defender a sustentabilidade da produção cultural. Como disse no discurso de posse, “é a cultura que diz quem somos nós. É na criação artística e cultural que a alma brasileira se produz e se reconhece” e mais adiante “devo e vou colocar, no centro de tudo, a criação e a criatividade. O grande, vivo e colorido tear onde milhões de brasileiros tecem diariamente a nossa cultura”. Não há como pensar na cultura como eixo capital do desenvolvimento do Estado sem considerar a importância de nossos bens intelectuais, culturais. E o que estamos assistindo, em tempo de megadisputas e transações de conteúdos entre os provedores, sites de buscas e softwares é uma violenta campanha, através de seus representantes oficiais ou não, pelo afrouxamento do controle dos direitos autorais. A campanha que, de certo modo, seduz jovens, inocentes úteis usuários da internet, atiça esse público potencial contra criadores. Esse verdadeiro bullying virtual tem vitimado e inibido centenas de artistas.
Se criamos a Secretaria da Economia Criativa em busca do desenvolvimento e sustentabilidade da nossa produção cultural, não posso deixar de denunciar uma guerra orquestrada contra o criador, centro da inovação cultural e que atinge as indústrias audiovisual, fonográfica e editorial, em franca agonia em função da pirataria reinante. Denúncia, apelo, ou mesmo alerta é a certeza de que a todos nós cabe um pouco da responsabilidade pela preservação da expressão cultural, da emoção, da alegria e da alma do nosso povo.
*Publicado originalmente no jornal O Globo
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