Em visita a Feira de Caruaru (PE), o ministro Gilberto Gil e o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, fizeram a entrega do diploma que confere à Feira de Caruaru o título de patrimônio imaterial brasileiro.
Em visita a Feira de Caruaru (PE), o ministro Gilberto Gil e o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, fizeram a entrega do diploma que confere à Feira de Caruaru o título de patrimônio imaterial brasileiro. Na ocasião, o prefeito municipal, Tony Gel, recebeu a certidão junto com representantes da Associação dos Artesãos e Comerciantes da Feira de Artesanato e da Associação da Feira da Sulanca.
O pedido de registro da Feira como patrimônio imaterial foi entregue ao instituto pela Prefeitura em 2004, quando se iniciou o Inventário Nacional de Referências Culturais – INRC no local. O trabalho de pesquisa foi realizado pela Superintendência Regional do Iphan com recursos próprios da autarquia, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco.
O INRC é uma metodologia desenvolvida pelo Iphan para documentar aspectos da vida social que podem ser considerados referências de identidade para um grupo ou uma comunidade. O inventário reúne uma série de materiais multimídia que catalogam as práticas da cultura estudada. O conceito de referência cultural, como objeto de preservação do Estado, diz respeito a representações que configuram uma identidade da região para seus habitantes.
O registro da Feira de Caruaru como patrimônio imaterial brasileiro se destina a proteger a dimensão desse espaço sócio-cultural que movimenta entre R$ 20 e R$ 40 milhões por semana, na baixa e na alta estação. A Feira foi inscrita no Livro de Registro dos Lugares, destinado a englobar locais que, independentes de valor arquitetônico, urbanístico, estético ou paisagístico, constituem suportes fundamentais para a continuidade das práticas e atividades que abrigam.