A Fundação Bienal de São Paulo fez uma série de exigências ao Ministério da Cultura para aceitar que a 30ª mostra da instituição seja realizada por outro proponente. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, uma delas está relacionada à permanência do venezuelano Luis Pérez-Oramas na curadoria-geral da exposição.
As exigências estão relacionadas a considerações apresentadas anteriormente pela Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura, sobre o processo de alteração de proponente da 30ª Bienal de Artes de São Paulo como uma manobra para que a mostra ocorra.
A Fundação Bienal de São Paulo entrou, em janeiro, na lista de inadimplentes do MinC por conta de questionamentos da Controladoria Geral da União (CGU) sobre convênios firmados pela instituição paulistana entre 1999 e 2007. Pelos cálculos da CGU, a irregularidade dos convênios teria acarretado rombo de cerca de R$ 75 milhões aos cofres públicos.
De acordo com a reportagem, o MinC reuniu-se em São Paulo, na semana passada, com representantes da Pinacoteca do Estado, Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo e Instituto Tomie Ohtake – indicados pelo governo federal – para apresentar o projeto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), para a troca do proponente da 30ª Bienal.
Na próxima terça-feira, será realizada uma reunião do conselho da fundação para decidir o futuro da exposição. O governo federal quer resolver a situação até o dia 15.
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*Com informações do site do jornal O Estado de S. Paulo