Desde que foi criado, em janeiro de 2009, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) fez uma série de encontros com artistas, críticos e curadores pelo país, nos quais uma das principais reclamações foi a falta de uma política de aquisição de obras de arte para os museus federais, muito dependentes de doações.
O presidente do Ibram, José do Nascimento Junior, compara o projeto de aquisição a um programa do Ministério da Cultura da Espanha, que este ano comprou 300 mil em obras na feira de galerias de arte Arco, em Madri. O Ibram também investirá na ArtRio, a primeira feira de arte da cidade, em setembro, destinando cerca de R$100 mil a obras apresentadas no evento. Mas ele reconhece que mais recursos são necessários para uma política de aquisição estrutural e contínua. Com o orçamento reduzido em 40% pelos cortes do início do governo Dilma Rousseff, o montante do edital virá do Fundo Nacional de Cultura, que reúne recursos independentes do orçamento do Ibram (R$68 milhões para 2011).
“Para uma aquisição maior, precisamos de fundos mais amplos. Mas nunca tivemos um montante tão grande ao mesmo tempo nessa área. A existência do Ibram deu aos museus um peso na política cultural do país que não havia antes”, afirma Nascimento, que esteve no Rio nesta semana, referindo-se ao fato de que, antes de 2009, havia apenas um departamento de museus vinculado ao Iphan.
Esta semana, Nascimento apresentou à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, um projeto de R$600 milhões para a qualificação e a programação dos 700 museus existentes nas cidades que serão sedes da Copa do Mundo de 2014. Também pensando na Copa e nas Olimpíadas, o Ibram acaba de fazer um acordo com a Polícia Federal (PF) para que haja uma cooperação maior entre os dois órgãos, como a união de dados sobre obras desaparecidas e um curso que será dado pela PF a funcionários de museus. E aproveitou a passagem pelo Rio para iniciar, com o prefeito Eduardo Paes, um plano de reurbanização no entorno de museus federais da cidade, como o Museu Histórico Nacional, a Chácara do Céu, o Museu do Índio e o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA).
“Os museus pedem melhorias no entorno. Não estamos encerrados dentro das instituições, mas pensando sua relação com a cidade. A previsão na Copa é de quatro milhões de turistas, que não vão ficar o tempo todo nos estádios. As instituições têm que se preparar”, diz Nascimento.
Arte contemporânea no MNBA – Esta semana, a Petrobras anunciou que vai dar R$2 milhões para a reforma da cúpula do MNBA, a última etapa de uma restauração que já dura seis anos. Depois faltará a instalação de uma livraria, um café e uma loja. Segundo Nascimento, o MNBA deve voltar a se aproximar da arte contemporânea. Ele fala até em criar um novo Salão de Artes, que premie artistas contemporâneos, incorporando suas obras ao acervo.
Desde que o Ibram foi criado, a percentagem de municípios brasileiros com museus passou de 18% a 21%. Mas, de acordo com Nascimento, o objetivo não é que haja um museu em cada município, mas viabilizar parcerias com cidades e estados que tenham bons projetos. Agora, há mais de 90 museus em instalação, entre eles o Museu Luiz Gonzaga, no porto de Recife, com recursos de R$3 milhões do Ibram.
*Com informações do jornal O Globo
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olá ,,, divulguei matéria no blog PROJET@CULTURAL sss://projetacultural.blogspot.com/p/festivais-de-cinema-e-video.html
PARABÉNS E ABRAÇO
Grande iniciativa. Só lamento que o IBRAM não levou o interesse pelas artes ao ponto de incorporar, aos seus quadros funcionais, pessoal com formação em artes, que curiosamente ficaram de fora dos seus concursos públicos. Confiram no abaixo-assinado sss://www.petitiononline.com/ib10/petition.html