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Juca Ferreira diz que houve retrocesso no Ministério da Cultura

O ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira, esteve na noite desta quarta-feira (20/3) em São Paulo, fazendo a conferência de abertura do I Fórum Internacional de Gestão Cultural: Para Além do Mercado. O encontro é organizado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Comunicação e Cultura (CELACC), núcleo de pesquisas da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, em parceria com a Livraria Cultura.

Em duas entrevistas exclusivas, uma para o site Farofafá e outra para o jornal Folha de S. Paulo, Juca falou sobre sua gestão e fez duras críticas aos caminhos tomados pelo governo Dilma Rousseff na área cultural. “Desastre” e “retrocesso” foram as principais palavras utilizadas pelo ex-ministro, apesar das afirmações de que não poderia avaliar o atual governo, visto que está longe – hoje ele mora na Espanha, onde trabalha na Secretaria Geral Ibero-Americana, órgão da Cúpula Ibero-Americana de chefes de Estado e de governo, que reúne 22 países, incluindo o Brasil.

Entre explicações sobre troca de partido – Juca acaba de se filiar ao PT, após deixar o PV – e opiniões sobre direito autoral e a fiscalização do Ecad, ele afirmou que esteve com Ana de Hollanda logo após sua nomeação e lhe apresentou sua caderneta pessoal com 18 pontos a serem cuidados no Ministério da Cultura, entre eles a Bienal de São Paulo, o apoio a João Gilberto na demanda de recuperar o controle de “Chega de Saudade”, e atenção às leis que estavam no Congresso e que, segundo ele, foram fruto de “gigantesco processo de consulta pública”.

Sobre a reforma da Lei Rouanet, Juca disse que ela foi desvirtuada, a partir da recuperação da proposta dos 100% de isenção fiscal para financiadores privados.

Ao ser questionado pelos jornalistas da Folha se não seria o proponente o prejudicado se as empresas recuassem ao não ter 100% de isenção, Juca afirmou que, quando chegou ao Ministério da Cultura, o orçamento era de R$ 217 milhões; quando saiu, esse valor tinha subido para R$ 2,3 bilhões. “Não era só trabalhar a Lei Rouanet, a gente estava afirmando um projeto. Nós construímos um processo no Ministério da Cultura a partir de critérios públicos. A Cultura nunca foi tão forte que nem no governo Lula”, disse.

Para ler a entrevista completa de Juca Ferreira ao jornal Folha de S. Paulo, clique aqui. Para ler a conversa com o site Farofafá, clique aqui.

Debate – No dia 19 de maio, Cemec e Cultura e Mercado promovem o Seminário #procultura, que vai reunir importantes nomes para discutir os caminhos do projeto que altera a Lei Rouanet. Clique aqui para saber mais.

*Com informações do site Farofafá e do jornal Folha de S. Paulo

Redação

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