No começo do ano, demos o pontapé inicial ao nosso canal de crowdfunding com uma reportagem sobre o boom das plataformas de financiamento coletivo no Brasil ao longo do ano passado, quando essas ferramentas ganharam força no Brasil, através de sites como o Catarse, o Movere, o Queremos, o Embolacha e tantos outros.
Até então nenhum projeto havia chegado à casa dos milhões. Atualmente, sete já alcançaram o feito. O último (e maior) foi o “Pebble”, um relógio que exibe mensagens do iPhone do usuário, que conseguiu US$ 10, 3 milhões com a ajuda de quase 70 mil apoiadores.
De acordo com um estudo da agência de pesquisa Massolution, o financiamento coletivo em todo o mundo arrecadou cerca de US$ 1,5 bilhões no ano passado e, em 2012, deve atingir US$ 2,8 bilhões. A pesquisa informa que existem mais de 450 plataformas de crowdfunding em todo mundo, sendo o Kickstarter a maior delas.
Os colaboradores gringos não pensam tão diferente dos brasileiros. Slava Rubin, uma dos fundadores do site IndieGoGo – maior concorrente do Kickstarter -, afirmou em entrevista à revista The Economist que existem três principais motivos para as pessoas colaborarem com um projeto: envolvimento com o proponete ou empresa, desejo pelo produto e fazer parte de um grupo ou comunidade.
Projetos que conseguem atingir de 20% a 40% do seu financiamento pelo incentivo de família e amigos são mais suscetíveis ao êxito, segundo Rubin. Os vídeos também ajudam, já que campanhas que utilizam a mídia costumam arrecadar duas vezes mais do que os projetos que não utilizam.
Mercado – Para o executivo do Google Hal Varian, o crowdfunding se dá bem com setores que criam propriedade intelectual, pois ao invés de restringir o acesso a conteúdos através de direitos autorais, como acontece com a maioria dos produtos atualmente, o modelo facilita uma alternativa, onde o criador se compromete a fornecer sua obra se um número suficiente de pessoas se comprometem a pagar por isso.
Lá fora, as plataformas têm se expandido cada vez mais para o mundo dos negócios. Algumas grandes companhias estão estudando a utilização do crowdfunding com um intuito diferente. Elas não querem necessariamente levantar grana, mas sim conhecer e atuar mais perto de consumidores em potencial.
A gigante automobilística General Motors, por exemplo, pretende por no financiamento coletivo uma série de ajustes opcionais para saber em quais deles os clientes estão interessados.
Para as empresas que estão começando e encontram imensa dificuldade para arranjar financiamento, sobretudo nos Estados Unidos, onde os bancos estão se recusando a emprestar dinheiro a negócios em início de carreira, o crowdfunding pode representar uma boa saída.
O especialista em Venture Capital Fred Wilson calcula que, se os americanos revertessem 1% de seus ativos em projetos de financiamento coletivo, eles iriam liberar cerca de US$ 300 bilhões no mercado.
No Brasil, apesar das grandes companhias ainda não terem se apropriado da dinâmica, plataformas como o Impulso permitem que microempreendedores captem recursos com a ajuda de colaboradores.
A iniciativa foi lançada em 2010 com o intuito de apoiar 30 empreendedores. “Qualquer pessoa podia doar para um microempreendedor cadastrado, quando o valor solicitado atingisse 100%, o empreendedor retirava o crédito, e à medida que ele fosse pagando, o valor ia voltando virtualmente para a conta do ‘investidor'”, disse Lina Useche em artigo para o blog do Catarse.
Mesmo com as diferenças nos números, a expansão das plataformas coletivas ao redor do mundo parece ser inevitável. Só resta saber qual será o próximo alvo a servir de razão para uma vaquinha coletiva.
*Com informações da revista inglesa The Economist
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