Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE na última quinta-feira (05), o setor cultural ocupava, em 2018, mais de 5 milhões de pessoas, representando 5,7% do total de ocupados no país. Mais da metade eram mulheres (50,5%), pessoas de cor ou raça branca (52,6%) e com menos de 40 anos de idade (54,9%). Além disso, se comparado ao total das ocupações, o percentual daqueles com nível superior era maior (26,9% no setor cultural ante 19,9% no total de ocupados).
Entre 2014 e 2018, houve redução na proporção de empregados com carteira assinada (de 45,0% para 34,6%) e aumento dos trabalhadores por conta própria (de 32,5% para 44,0%) na cultura. Em vista disso, a informalidade, representada por empregados e trabalhadores domésticos sem carteira, trabalhadores por conta própria e empregadores que não contribuem para a previdência social, além de trabalhadores familiares auxiliares, aumentou no setor cultural, passando de 38,3% em 2014 para 45,2% em 2018.
A população preta ou parda mostrou-se mais vulnerável em relação ao acesso potencial a equipamentos culturais e meios de comunicação.
A desigualdade também se mostra em relação ao gasto médio mensal familiar com atividades culturais, que atingiu R$ 282,86 em 2017-2018 no Brasil. As famílias com rendimento de até R$ 1.908,00 comprometiam apenas 5,9% de seus gastos com atividades culturais, abaixo da média nacional de 7,5%, ao passo que aquelas com renda superior a R$ 23.850,00 destinavam 7,9% de suas despesas à cultura.
Já o total dos gastos públicos alocados no setor cultural aumentou de aproximadamente R$ 7,1 bilhões, em 2011, para R$ 9,1 bilhões, em 2018. Mas nesse período as três esferas de governo (federal, estadual e municipal) apresentaram variações negativas da participação da cultura no total de seus gastos.
As pesquisas estruturais econômicas, que são feitas com base em uma amostra de empresas dentro de um universo menor que o do Cadastro Central de Empresas estimaram que havia, em 2017, 223,4 mil empresas associadas ao setor cultural, que ocuparam 1,7 milhão de pessoas e geraram uma receita líquida de aproximadamente R$ 539 bilhões. O valor adicionado pelo setor nesse ano foi de cerca de R$ 226 bilhões.
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