Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo nomeia José Castilho, diretor-presidente da Editora Unesp, para dirigir a Biblioteca Mário de AndradeDe acordo com matéria publicada no site da Prefeitura de São Paulo, o secretário municipal da Cultura, Marco Aurélio Garcia, escolheu um nome ligado ao mundo dos livros para dirigir a Biblioteca Municipal Mário de Andrade (BMA) em seu processo de reestruturação e resgate do prestígio do qual já desfrutou por mais de seis décadas. O nome escolhido é o de José Castilho, diretor-presidente da Editora Unesp e notadamente um dos responsáveis pelo impulso de desenvolvimento das editoras universitárias no Brasil. Castilho preside, ainda, as associações nacional e latino-americana do setor.
José Castilho é doutor em filosofia e diretor-presidente da Editora Unesp desde 1996. Sua participação no governo municipal inicia uma parceria entre a Secretaria Municipal da Cultura e a Unesp (Universidade Estadual Paulista). O acordo foi proposto em reunião na semana passada entre o secretário Marco Aurélio, o novo diretor da Mário de Andrade e o reitor da universidade, José Carlos Trindade. Pela parceria está prevista a inclusão do prédio da universidade no projeto de reconstrução do Centro de São Paulo. A Unesp mantém um dos mais belos edifícios históricos da Praça da Sé: é onde funcionam a editora e o Cedem (Centro de Documentação e Memória da Unesp).
Reforma
Com a reforma administrativa do governo municipal, a Mário de Andrade tornou-se um departamento próprio, o que vai facilitar a gestão e a captação e aplicação de recursos, de acordo com a Secretaria Municipal de Cultura. O projeto de reforma da Biblioteca, que vai ampliar as acomodações dos acervos e os espaços de convivência, com restaurante, café e pracinhas, está em fase de licitação e as obras devem começar até o início do segundo semestre. O responsável pelo projeto arquitetônico é Fábio Penteado, arquiteto renomado e especializado em trabalho com edifícios tombados pelo Patrimônio Histórico, entre eles a Agência Central dos Correios de São Paulo, a Casa das Retortas e o Jockey Clube de São Paulo.
O projeto de reforma prevê a construção de espaço subterrâneo para armazenamento de livros, estacionamento, auditório e espaços culturais para exposições. A prefeitura pretende, também, ampliar as salas de leitura, facilitar o acesso a todos os espaços públicos do prédio, instalar equipamentos de segurança e de informática ligados à Internet.
1,15 milhão de freqüentadores
O prédio onde funciona a Bibioteca, considerado um marco da arquitetura Art-Déco em São Paulo, começou a ser construído em 1939 e sofreu sua última reforma durante a gestão de Luiza Erundina, nos anos de 1991 e 1992, em que foi restaurado todo o edifício.
Atualmente, a Mário de Andrade funciona como uma grande biblioteca de referência, dirigida ao atendimento de alunos e pesquisadores. Com um acervo de cerca de um milhão de documentos, entre livros, periódicos, mapas, microfilmes, fotos e audiovisuais, foi visitada por cerca de 950.000 leitores, apenas nos últimos cinco anos. Nesse período, outros 200.000 usuários freqüentaram cursos, palestras, exposições e eventos musicais, nos vários espaços culturais existentes.
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