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TVs paga e aberta estão no mesmo patamar de faturamento

A TV aberta e a TV por assinatura estão no mesmo patamar de receitas. Segundo João Maria de Oliveira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que apresentou nesta terça-feira (6/3) palestra sobre os impactos do SeAC durante encontro da NeoTV, as receitas da cadeia do audiovisual da TV por assinatura (considerando atividades de distribuição, programação e produção) tiveram um crescimento de 49% de 2007 para 2009, com receitas de R$ 14,6 bilhões em 2009.

No mesmo ano, as receitas das atividades de televisão aberta foram de R$ 15,7 bilhões, com crescimento de 23,4% em relação a 2007.  A análise foi obtida a partir de dados do IBGE e da Pesquisa Anual de Serviços de 2009.

Ainda durante o evento da associação que representa os operadores independentes de TV por assinatura, Renato Meirelles, do Instituto Data Popular, apresentou projeção do centro de pesquisa que indica que, em 13 anos, a penetração da  TV por assinatura na classe C deve ser igual à das classes AB.

Segundo Meirelles, hoje a TV paga tem penetração de 24% na classe C, enquanto nas classes AB é de 63,74%. Dentro de 13 anos, o aumento da penetração na classe C deve adicionar 12,8 milhões de novos domicílios assinantes.

As estimativas são baseadas em fatores como otimismo, consumo e pretensão de fazer uma assinatura. Segundo dados do Data Popular, 13% da classe C pretende ter TV por assinatura nos próximos 12 meses.

Preço – Enquanto isso, a Agência Nacional de Cinema (Ancine) revelou estudo sobre o mercado de TV por assinatura no Brasil e em mais cinco países selecionados, comparando o valor cobrado pelo serviço nos diversos locais. O levantamento, que usa como base o valor dos pacotes mais acessíveis das operadoras no mês de fevereiro/março de 2012, mostrou que o país tem a TV paga mais cara entre os países pesquisados.

No estudo, foram usados os valores cobrados na cidade do Rio de Janeiro por seis operadoras. O valor dos pacotes mais acessíveis no país é em média de R$ 78, 92,  seguido por Argentina (R$ 74, 31), Chile (R$ 71,17) e Peru (R$ 60,39). Nos países europeus consultados, Espanha e Portugal, estes pacotes custam R$ 46,42 e R$ 40,04, respectivamente.

A agência utilizou os valores correspondentes ao segundo pacote mais barato que pode ser adquirido pelo consumidor em cada operadora, salvo os casos nos quais é possível acrescentar ao pacote mais barato vários conjuntos de canais.

Para conferir a pesquisa completa, clique aqui.

*Com informações dos sites Pay-TV, Teletime e da Ancine

Redação

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