O Itaú Cultural faz 25 anos e se apresenta como uma das organizações culturais mais vigorosas do Brasil. Além de ser o proponente que mais capta recursos via Lei Rouanet, é praticamente o único a realizar investimentos contínuos utilizando artigo 26, nadando contra a a corrente do mercado, que tem o marketing cultural e a promoção como objetivo final. E o artigo 18 como parâmetro único.
É perceptível a olho nu as grandes alterações que afetam e afetarão o Itaú Cultural em um futuro breve. A presença cada vez mais forte do banco mantenedor na área cultural sofre visível influência da organização cultural. E parece que essa influência é de mão dupla, o que eu considero saudável e positivo. A filantropia no Brasil cede lugar, cada vez mais, ao negócio. Com inteligência e conhecimento de causa, acredito ser possível investir em cultura de um modo mais arrojado, trazendo mais resultados para patrocinador e para o setor cultural.
Recentemente o Itaú Cultural se tornou o gestor do Auditório Ibirapuera, templo da música de qualidade na cidade de São Paulo, que foi palco das bodas de prata da instituição na quarta feira, 14 de março, com show de Gilberto Gil acompanhado de uma banda formada por músicos agraciados pelo programa Rumos Música. O secretário de cultura do município, Carlos Augusto Calil elogiou muito a transição e a condução do auditório pelas mãos da organização comandada por Milu Villela e seu braço direito Eduardo Saron.
Outra recente conquista é a transformação dos já consagrados Espaços Unibanco de cinema, em Itaú Cinemas, ampliando ainda mais a presença do banco na vida cultural brasileira. Os patrocínio e promoções que os correntistas do banco possuem em casas de espetáculo e entretenimento completam o mix de financiamento do Itaú à cultura, um dos grupos econômicos que mais investem em leis de incentivo no âmbito federal.
O mais importante de tudo é que o Itaú Cultural segue firme no seu propósito de gerar ações estruturantes, de pesquisa e acesso à cultura, como é o caso do Rumos, do Observatório e de suas publicações sobre o universo da cultura e das políticas culturais. Sua importância está presente não somente nos discursos dos gestores apaixonados do instituto, mas também na voz dos mantenedores, o que demonstra a solidez do investimento.
Temos a obrigação de reconhecer o trabalho exemplar, feito por uma equipe muito qualificada, que inclui nomes de referência no setor cultural, como Ana de Fátima Oliveira de Sousa, Anna Paula Montini, Edson Natale, Selma Cristina Silva, Sérgio Massao Miyazaki, Sonia Sobral e Pena Schimidt, apenas para citar aqueles cujo trabalho eu acompanho mais de perto. Mas gostaria também de lembrar de gestores que fizeram o Itaú Cultura se tornar o que é hoje, como é o caso de Ricardo Ribenboim, Arnaldo Spindel e Ronaldo Bianchi.
* Eduardo Saron apresentará o Itaú Cultural no curso Patrocínio Cultural, que tem inscrições abertas pelo Cemec.