O FIFE é o Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica, realizado pela Rede Filantropia há 12 anos, sendo considerado o principal evento para gestores de Organizações da Sociedade Civil, as OSCs, se conectarem, aprofundarem conhecimento e trocarem sobre seus desafios e soluções.
E a Cultura, segundo definição introdutória da UNESCO, “refere-se ao conjunto de crenças, valores, costumes e práticas que caracterizam um determinado grupo ou sociedade. Abrange a linguagem, a arte, a religião e as normas sociais, moldando a forma como os indivíduos interagem uns com os outros e percebem o mundo.”[1]
Ao unir essas duas definições não é difícil entender o porquê da participação de uma empresa como o Cultura e Mercado – que é um site dedicado às notícias e artigos de política cultural e uma escola de cursos livres sobre gestão cultural – em um estande durante os 4 dias de evento no Recife em abril de 2026.
Primeiramente porque estaremos no estande da AZ Serviços e Resultados, uma consultoria capitaneada por Carol Zanoti, com 40 anos de experiência e trabalho dedicado à Filantropia brasileira, por meio de cursos, projetos e programas que efetivamente impactam causas. E não estaremos sozinhas: estaremos ao lado de jovens empresas como a Tatu Cult e Cult_B, e instituições como a Cultura Inglesa e programas consolidados como o Educativo da Flip. Na área da cultura, e, na verdade, na democracia, sabemos que o coletivo faz a força e lidera as transformações necessárias, então somente por essa iniciativa, já faz todo o sentido.
Mas temos um motivo muito importante e central para nossa participação no FIFE como empresa com fins lucrativos que atua no mercado cultural há mais de 25 anos, e como escola livre há mais de 13 anos: vamos falar e defender a causa da CULTURA. Isso mesmo, cultura com letras maiúsculas, conceito, valor e ação em uma única palavra.
É notoriamente comum que as organizações sem fins lucrativos manejem e defendam suas causas de, por exemplo, combate ao racismo, enfrentamento à fome, apoio à pessoas com deficiência, etc. por meio de ferramental cultural. São as aulas de teatro ou música no contraturno escolar, são os cursos de artesanato que geram a participação nas feiras e renda extra, são as atividades de fruição cultural que organizam a vida social e participação na sociedade.
Mas e se não existissem os profissionais para ministrar as aulas e cursos? E se os espetáculos de música, de teatro, de dança, de circo não fossem criados e ensaiados? E se os livros que contam esplêndidas aventuras não fossem escritos?
As trabalhadoras e os trabalhadores da área da cultura não são acessórios, não são apenas ferramentas de contribuição às causas nomeadas e embasadas pelas metas dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. São uma causa em si, são uma luta e encontram diferentes batalhas para existir e resistir e merecem à dedicação e o cuidado de uma causa transversal à todas as outras.
E, nessa luta de jogar luz e auxiliar na profissionalização dessas e desses agentes culturais, o Cultura e Mercado, em parceria com o Instituto Neoenergia, desenvolve o projeto “Caravana Energia da Cultura” desde 2024. São aulas, workshops e mentorias, gratuitas, presenciais e on-line que tem como objetivo sair do eixo Rio-São Paulo para encontrar e trocar com as fazedoras e fazedores de cultura Brasil afora.
E agora em 2026 o projeto segue expandindo, e com a novidade de abranger mais um território: Pernambuco.
Então, fica o convite e o esperançar que, ao ler esse artigo você, que estará no Recife nesses dias queira trocar e conversar sobre a Cultura como causa, apareça no estande. E, você que não estará lá, mas se identifica, escreva a comente aqui, e nos ajude a criar e expandir essa rede. Bem como, acesse o site da Caravana e da Cult_B, e aproveite a oportunidade.
E fiquem ligadas e ligados nesse espaço, pois vem bastante reflexão e diálogo por aqui!
Simbora defender a cultura como causa!