A força do trabalho conjunto - Cultura e Mercado

A força do trabalho conjunto

?Se me perguntarem qual o ponto alto de minhas duas gestões na presidência da CBL, não saberei escolher um só. Mas tenho uma certeza: o dia 21 de novembro de 2002 foi marcante?Ao retornar de Brasília na última quinta-feira, dia 21, me dei conta de que acabara de participar de um dia marcante para o mercado editorial e estava encaminhado mais um ponto de todos aqueles a que me propus ao assumir a presidência da CBL. E não foi a participação no Seminário de Avaliação da Política do Livro Didático, no Ministério da Educação, ou a audiência com o Presidente da Republica.

Foi o fato de que, no primeiro evento, a CBL (Câmara Brasileira do Livro), o SNEL e a Abrelivros ? representados por seus presidentes e tendo como porta-voz um assessor da CBL, Felipe Lindoso ? transmitiram a posição do mercado editorial em uníssono. Na audiência, Paulo Rocco, Wander Soares e eu, acompanhados do ex-presidente do SNEL, Sérgio Machado, fizemos talvez a ultima visita oficial do setor editorial ao Professor Fernando Henrique Cardoso enquanto Presidente da Republica.

No gabinete da presidência, lembramos os cerca de um bilhão de exemplares comprados e distribuídos nestes oito anos, e repassamos as questões que têm dificultado o trabalho das editoras, como o dever burocrático ? difícil e dispendioso ? para atender à Instrução Normativa 71, ou para numerar esses um bilhão de exemplares. Mas essas posições foram todas colocadas em conjunto pelas três entidades.

E é aí que eu quero chegar. Todos sabemos do clima de desunião que estava instalado na classe há quatro anos. Bem antes de nos apresentarmos como candidatos, Paulo Rocco e eu começamos a construir pontes e ? se ainda não sabíamos como fazer, fomos aprendendo, cada um respeitando a posição do outro e dos respectivos grupos, divergindo ou concordando ? estabelecemos um canal aberto, sem intermediários ou “amigos-incendiários” duvidosos, discutindo as possíveis ações conjuntas.

Passados quatro anos, briguinhas que só depreciam o setor vão sendo esquecidas, mas há ainda muito para avançar. Espero que a próxima gestão na CBL o faça. Que sonhos como Sindicato e Câmara fixados em vários estados e trabalhando juntos se tornem realidade. Assim como muitos outros sonhos para o mercado. Se me perguntarem qual o ponto alto de minhas duas gestões na presidência da CBL, não saberei escolher um só. Mas tenho uma certeza: o dia 21 de novembro de 2002 foi marcante.


Raul Wassermann é presidente da Câmara Brasileira do Livro.

Raul Wassermann

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