A Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), entidade que representa o setor privado, apoiou a proposta do ministro das Comunicações, Hélio Costa, de criar uma rede de televisão pública de alcance nacional.
A Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), entidade que representa o setor privado, apoiou a proposta do ministro das Comunicações, Hélio Costa, de criar uma rede de televisão pública de alcance nacional.
Em matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da entidade, Daniel Slaviero afirmou apóia a iniciativa do governo “porque ela não traz antagonismo com setor privado e atende ao princípio da complementaridade”.
Para Daniel a proposta está prevista no decreto que criou as regras para o início da TV digital e foi amplamente discutida com a entidade. Slaviero confirmou que já estava planejada a criação de dez canais de rede pública – do número 60 ao 69. Além da rede estatal, está prevista a abertura de canais comunitários, de cultura e de educação.
O presidente da Abert também apóia a rede pública de rádio idealizada pelo governo, mas teme a saturação de freqüências em muitas metrópoles, como São Paulo. O temor é de que a rede pública, em vez de complementar, invada o espaço das emissoras comerciais. “Apoiamos conceitualmente, porém é preciso adotar medidas, como a ampliação do espectro, para evitar que o setor privado seja prejudicado”, observou.
A rede pública de rádio idealizada pelo governo e defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se destinaria a estabelecer um canal de comunicação direto com o povo, numa espécie de Voz do Brasil 24 horas no ar. Para muitos empresários a proposta é uma oportunidade para acabar com a obrigatoriedade de veicular o programa em cadeia nacional.