O programa de incentivo às industrias culturais da Unesco reflete otimismo. Vários países já foram beneficiados em quatro anos.
A aliança Global para a Diversidade Cultural, programa da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) movimentou em quatro anos US$ 3 milhões em 70 projetos, segunda a diretora da divisão de Artes e Iniciativas Culturais da Unesco, Milagros del Corral, na segunda Conferência Internacional da Aliança, em setembro.
Além de apresentar os números do programa, o evento possibilitou a troca de experiências, discussão de estratégias e atração de novos parceiros.
Criado em janeiro de 2001, o programa estabelece práticas para impulsionar as indústrias culturais, lutar contra a pirataria nos países em desenvolvimento e proteger direitos do autor (edição, artesanato, cinema, música, desenho, multimídia e produtos derivados de museus).
Para Corral, o desafio da Aliança é também econômico e a relação “custo-benefício” do programa é muito mais elevada que em qualquer outro projeto de cooperação para o desenvolvimento”, conforme os números do seu orçamento. Até agora, a Unesco só utilizou US$ 90 mil dos US$ 3 milhões mobilizados para o programa.
Sob o prisma de que a sustentabilidade das industrias culturais depende de condições propícias para a inovação cultural e interação entre criatividade e forças do mercado, Corral define o programa como “inovador em sua forma de trabalhar, pois colocamos no mesmo nível governos, microempresas, multinacionais, consultores de publicidade e uma vastíssima gama de colaboradores”, reafirmando a estratégia de adaptação de políticas públicas e empresariais diante dos riscos e desafios deste cenário de mudança da economia global e das novas tecnologias.