Ana de Hollanda busca diálogo com artistas e intelectuais

Em vista ao Rio de Janeiro, a ministra Ana de Hollanda participou na manhã desta quarta-feira (18/5) do lançamento do Guia dos Museus Brasileiros, no auditório do Museu Histórico Nacional. Alvo de pressões políticas e manifestações contra sua manutenção no Ministério da Cultura, ela minimizou as recentes polêmicas e afirmou que cumpre uma agenda de encontros com artistas e intelectuais para tentar acima de tudo o diálogo, e não apenas buscar apoios.

“O apoio já existe, o importante agora é que se encontre o diálogo. Esta semana tenho uma reunião coma a área de artes visuais, lá na Funarte, então vai ser um diálogo que eu acredito que seja importante, porque vamos estar formando e discutindo as políticas nesta área”, disse ela, ao ser perguntada sobre uma série de encontros com a classe artística, agendados no Rio de Janeiro esta semana.

Questionada sobre o período de “turbulência” que vem enfrentando, Ana de Hollanda garantiu não estar preocupada. “O apoio existe e eu não estou mais preocupada com a esta questão das turbulências porque elas foram muito forjadas. A imprensa está compreendendo que houve uma turbulência provocada por motivos que não têm nada a ver com a questão cultural e o importante é estarmos trabalhando, como aqui hoje”, afirmou.

Ana de Hollanda disse ainda que considera superada a questão das diárias recebidas indevidamente quando estava de folga no Rio, cidade onde tem casa. Segundo a assessoria da ministra, o dinheiro ” já foi ou será devolvido”.

O evento desta quarta-feira, realizado no auditório do Museu Histórico Nacional, aconteceu em clima pacífico. Durante o lançamento do guia, reúne informações sobre cerca de 3 mil museus do país, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, José do Nascimento Júnior, fez questão de ressaltar que todos os diretores de museus, museólogos e pesquisadores presentes ao evento apoiam a gestão da ministra.

“Independente do que falam e do que tentam falar, o Ibram e o Ministério estão trabalhando e nestes 100 dias de sua gestão realizaram mais de 500 ações”, disse o presidente do Ibram, que comparou os ataques políticos sofridos por Ana de Hollanda às pressões contra o ex-ministro Gilberto Gil durante o governdo Lula. “O ministro Gil sofreu as mesmas coisas que a senhora sofreu, para depois, no final, ter o reconhecimento. Parece que existe uma lógica de quebrar pedras no início e de ter no final uma grande gestão”, afirmou.

*Com informações de O Globo

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