Ana de Hollanda esteve reunida no último fim de semana com os secretários e presidentes das entidades vinculadas ao ministério, em uma “reunião de apresentação e aproximação”.
“Estudamos o orçamento, a estrutura da pasta como um todo e a de cada secretaria. E cada um vai levantar e definir as prioridades de sua área, para que saibamos onde e como atuar quando o orçamento for liberado”, disse a ministra após show da irmã Miúcha no Rio de Janeiro, neste domingo (30/1).
O presidente da Funarte, Antônio Grassi, já tinha adiantado algumas das linhas prioritárias que devem pautar o início dessa gestão. “Uma das prioridades é afinar o ministério com as diretrizes gerais do governo, em projetos como o das Praças do PAC, que envolve diversas pastas. A presidente Dilma entregou a gestão do projeto ao Ministério da Cultura. Temos que formular a programação das praças, o equipamento cultural do qual elas vão dispor, como salas multiuso, bibliotecas… E até junho temos que pensar o Plano Plurianual, para definir o caminho dos próximos quatro anos”, afirmou Grassi.
Sobre a polêmica da Lei do Direito Autoral – proposta pela gestão anterior e, a princípio, refutada pela nova ministra -, Grassi afirmou que a orientação atual é estudar o que já foi feito nesse sentido. “A Casa Civil devolveu ao ministério o projeto de lei, para que nós possamos estudá-lo melhor. Só depois, então, o ministério tomará uma posição.”
E ainda a respeito das críticas por ter retirado do site do ministério a licença Creative Commons, a ministra voltou a dizer que apenas retirou “um logotipo que estava lá de forma irregular, que nunca poderia estar ali”. Ela disse que se informou com o departamento jurídico e que não havia nenhum contrato que determinasse a existência daquele logo no site do ministério. “Respondo pela pasta e, se me perguntassem, não saberia como justificar a presença do logotipo. Agora, a partir disso, disseram um monte de coisas, que sou contra o software livre, que defendo a volta da velha (máquina de escrever) Remington… Podem dizer o que quiserem.”
*Com informações de O Globo