Ancine anuncia R$ 24,5 milhões para distribuidoras - Cultura e Mercado

Ancine anuncia R$ 24,5 milhões para distribuidoras

Um investimento de R$ 24,5 milhões em filmes brasileiros foi anunciado , na sede da Agência Nacional de Cinema (ANCINE). A verba se refere ao edital das linhas C e D do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que chega a seu segundo ano de operação, e vai ser destinada a 26 projetos. Em ambos os casos, o valor é concedido a distribuidoras brasileiras independentes: a Linha C é voltada para a aquisição de direitos de distribuição de longasmetragens, e a Linha D para a comercialização de longas.

Os contemplados pela linha C serão os projetos “O tempo e o vento”, de Jayme Monjardim; “Cilada.com”, de José Alvarenga Jr.; “A montanha”, de Vicente Ferraz; “Amor sem fronteiras”, de Marcelo Ferretti Santiago; “O outro lado do vento”, de Walter Lima Junior; “Praia do futuro”, de Karim Aïnouz; “O olho e a faca”, de Paulo Sacramento; “Bonitinha, mas ordinária”, de Moacyr Góes; “Nautilus”, de Rodrigo Gava e Clewerson Saremba; “Casais inteligentes enriquecem juntos”, de Anna Muylaert; “Um pequeno problema”, de Célia Catunda e Kiko Mistrorigo; “Anjos da Lapa”, de João Araújo; “Os inocentes”, de Rodrigo Bittencourt; “Amazônia – Planeta verde”, de Thierry Ragobert e Luc Marescot; “The billi pig”, de José Eduardo Belmonte; e “Ritos de passagem”, de Francisco Liberato de Mattos.

Já pela linha D foram contemplados “Família vende tudo”, de Alain Fresnot; “Corpo presente”, de Marcelo Toledo e Paolo Gregori; “Guerra de vizinhos”, de Rubens Xavier; “Quebradeiras”, de Evaldo Mocarzel; “Uma professora muito maluquinha”, de André Alves Pinto e Cesar Rodrigues; “Lutas – O filme”, de Luiz Bolognesi; “Como esquecer”, de Malu de Martino; “Rosa morena”, de Carlos Oliveira; “Histórias de Alice”, de Oswaldo Caldeira; e “O Tablado e Maria Clara Machado”, de Creuza Gravina.

– A linha C é fundamental para que a gente entre na competição com as grandes distribuidoras estrangeiras – diz Bruno Wainer, da distribuidora Downtown Filmes. – O que falta é agilizar mais o processo.

Nós nos inscrevemos em janeiro, mas o resultado só sai agora, em setembro.

Uma mudança possível para as duas linhas, ecoada tanto por Wainer quanto por Wilson Feitosa, da Europa Filmes, e por Sérgio Sá Leitão, da RioFilme, refere-se à forma como os projetos seriam inscritos: em vez de edital, a verba seria distribuída por fluxo contínuo, conforme os projetos fossem apresentados.

Manoel Rangel, presidente da Ancine, afirmou que ajustes podem ser feitos para a próxima edição do FSA.

Os resultados das linhas A (produção de longas) e B (produção de obras para TV) do fundo serão anunciados, respectivamente, em outubro e novembro.

*Com informações do Jornal O Globo.

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