A Agência Nacional de Cinema lançará, entre julho e agosto, o Fundo Setorial do Audiovisual, com o qual pretende permitir que o cinema nacional se torne auto-suficiente, tendo renda com filmes e empresas do setor. O fundo, aprovado em lei em 2006, será implementado com 50 milhões de reais. Irá trabalhar com linhas de financiamento e recursos reembolsáveis, e não com dinheiro a fundo perdido, característica das leis de incentivo atuais.
O diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, concedeu entrevista à Reuters, publicada hoje, em que diz esperar o estabelecimento de um ciclo virtuoso, “ou seja, auxiliar no processo para que nossos produtos persigam maior rentabilidade, uma auto-sustentabilidade.”
Para Sérgio Sá Leitão, um dos diretores da Ancine, também entrevistado, o problema está na superprodução do cinema nacional — o mercado não dá conta do número excessivo de filmes produzidos. “É preciso que tanto a política pública quanto o financiamento público sejam alavancadores do desenvolvimento dessa indústria, e não simples mantenedores”, disse Sá Leitão. “O fundo propõe um novo modelo, uma nova lógica. É menos produtor de dependência, de acomodação, que é o que temos hoje”, completou.
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