Há três semanas como diretor executivo do Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo, o cineasta André Sturm afirma que ainda está “amadurecendo” seu projeto para a instituição. Em evento realizado na última segunda-feira (27/6) no museu, com a presença do secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, Sturm apresentou algumas das ações que pretende realizar em sua gestão. Ele quer dedicar espaço permanente do prédio para exposições de fotografia, mas é o cinema que terá papel central nas atividades do MIS.
Tanto que uma das principais atividades da instituição será incorporar-se ao programa do governo do Estado que promove sessões de filmes em cidades do interior de São Paulo. “Com o Ponto MIS, a Secretaria vai doar kits de projeção digital para as cidades e nós (MIS) vamos montar a programação e capacitação. O primeiro piloto será dia 9, em Campos do Jordão. A Secretaria deve investir cerca de R$ 1 milhão para aquisição dos projetores e estimamos algo como R$ 3 milhões por ano para tocar o projeto”, explicou.
Ainda no campo do audiovisual, Sturm contou que o primeiro grande evento de sua gestão será uma “exposição temática de cinema e que mistura outras coisas”, em setembro. Entretanto, não quis dar detalhes do projeto.
Ele ainda citou, para outubro, a realização de exposição interativa tendo como mote o videoclipe. “Serão montados cenários de clipes clássicos e as pessoas poderão gravar coisas neles. Vamos fazer mostra competitiva de novos videoclipes.”
O diretor do MIS afirmou que os tradicionais festivais de cinema ocorrerão no museu e que já está “quase certo” que o É Tudo Verdade volte a ser realizado na instituição. Sturm ainda disse que as retrospectivas da Mostra Internacional de Cinema ocorrerão no MIS.
Na área de novas mídias, à qual o MIS vinha se dedicando na gestão anterior de Daniela Bousso, André Sturm assegurou que o edital do LabMIS, voltado para a residência artística no museu, terá continuidade e que a próxima edição do programa deve ser lançada em agosto. Sturm também apresentou os novos conselheiros da Organização Social (OS) do MIS e Paço das Artes – Cosette Alves, Olívio Guedes e Antonio Herman Azevedo – e Jacques Kann como diretor financeiro.
Um dos principais motivos declarados pelo secretário Andrea Matarazzo para a entrada de André Sturm no MIS foi o de mudar o perfil que ele considerava “hermético” do museu. Matarazzo, entretanto, afirmou que ainda não há acréscimo no orçamento do MIS, por parte do governo, para a nova gestão. “O orçamento é de R$ 9 milhões”, esclareceu Matarazzo.
O secretário anunciou o lançamento de cinco editais para cinema e audiovisual e música da Secretaria de Cultura com recursos totais de R$ 13,3 milhões.
*Com informações do Estadão.com