Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o Secretário de Cultura do Estado, Andrea Matarazzo, falou sobre as recentes mudanças realizadas pelo órgão.
Segundo ele, a Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) irá assumir a direção do Festival de Campos do Jordão, para evitar sobrecarga de trabalho na Organização Social Santa Marcelina. Mas o cenário que o evento deve encontrar dentro da Osesp também não é de folga. Com um número crescente de atividades, a orquestra realiza hoje uma média de um concerto a cada 1,1 dia. Uma situação que já afeta a sua rotina de ensaios. A Osesp também não tem experiência na realização de eventos nesses moldes, o que torna a transferência polêmica do ponto de vista pedagógico.
Outro ponto – que tem gerado discussões – é a crescente interferência da Secretaria de Cultura sobre as OSs – organizações sociais criadas para ter independência administrativa do poder público.
Recentemente, Matarazzo participou do processo de mudança de diretoria no Museu da Imagem e do Som (MIS). “Apenas sugeri o nome de André Sturm”, assegura. Mas, de acordo com a ex-presidente do Conselho do Museu, Eide Feldon. “O nome de André Sturm não foi consenso dentro do Conselho”, diz. “Foi uma sugestão com pressão política.”
Matarazzo também admite interferência na OS que administra o Museu Afro Brasil. Em agosto, uma crise provocou a demissão do diretor executivo da instituição e de membros do conselho consultivo, incluindo a presidente Ligia Fonseca Ferreira. “Sugeri alguns nomes para o novo conselho”, conta o secretário, que pretende disputar as prévias do PSDB para concorrer à prefeitura de São Paulo.
Entre os novos conselheiros do Afro Brasil, figuram vários nomes ligados à sigla de Matarazzo: Francisco Vidal Luna, ex-secretário estadual de Planejamento; José Henrique Reis Lobo, ex-presidente do diretório paulistano do PSDB; e Manuelito Pereira Magalhães Junior, diretor da Sabesp.
*Com informações do Estadão.com