A Fundação Bienal de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (14/2) o venezuelano Luis Pérez-Oramas como curador da 30ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, que será realizada em 2012. Luis Pérez-Oramas deverá iniciar seu trabalho em março, quando formará a equipe curatorial. Pérez-Oramas também será responsável, em 2013, pelas mostras itinerantes da 30ª Bienal e, mantido o convênio atual entre a Fundação Bienal e o Ministério das Relações Exteriores, pela participação brasileira na Bienal de Veneza.
Nascido em Caracas no ano de 1960, Pérez-Oramas vive em Nova York, onde é o curador de arte latino-americana no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). Além disso, é escritor, poeta e historiador, com PhD em História da Arte pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris).
“Latino-americano, com excelente trânsito nos circuitos de arte no Brasil e atuando numa plataforma global, creio que Luis Pérez-Oramas, como curador geral da 30ª pode oferecer contribuições extremamente positivas ao posicionamento da Fundação Bienal de São Paulo nessas três esferas com que a instituição interage: Brasil, América Latina e mundo”, afirma Heitor Martins, presidente da Fundação.
O processo de escolha do novo curador teve início em outubro de 2010, com a avaliação do percurso de cerca de 20 candidatos com potencial para o cargo. Três deles receberam o convite para a apresentação de um pré-projeto, e a de Luis Pérez-Oramas foi eleita como a mais adequada. Para atuar como curador da 30ª Bienal, Luis Pérez-Oramas terá uma licença parcial do MoMA.
“O Retorno das Poéticas” é o título do projeto de Pérez-Oramas para a 30.ª Bienal de São Paulo, informou reportagem do Estado de S. Paulo publicada nesta terça-feira (15/2). O curador indicou quatro “zonas” importantes do projeto, como a questão da memória; o tema de “como as poéticas alternam formas conhecidas”; as derivas na arte contemporânea; e as “vozes” das obras e do público de arte.
“Discute-se muito sobre o esgotamento do modelo Bienal, mas acho que com a de São Paulo é o contrário, porque ela tem uma história própria e um vínculo orgânico com a cidade”, disse ao jornal em entrevista por telefone. Seu desafio, afirmou, será potencializar a relação entre o local e o internacional, com força na arte latino-americana, que vive seu “momento de ouro”. “A 30ª Bienal será de revelação de artistas da América Latina que não foram suficientemente reconhecidos, sejam os de metade de carreira ou jovens.”
A 30ª Bienal não vai se restringir à mostra no prédio da instituição, mas contemplar o que o curador chama de “campos expandidos”, ou seja, atividades que envolvam internet, rádio, comunidades locais, museus e instituições e o projeto educativo.
*Com informações da assessoria de imprensa da Bienal e do Estadao.com