Fechado desde 2007 por falta de recursos, o Museu Internacional de Arte Naïf, no Rio de Janeiro (RJ), reabre as portas a partir de hoje (26/4). Em cerimônia reservada a convidados, a instituição apresenta o novo projeto conceitual da casa, que deve focar em elementos contemporâneos e na família como público principal.
De acordo com Tatiana Levy, gerente executiva, o museu passou por uma releitura de exposições e espaço expositivo para se adequar ao edital de artes visuais da Secretaria Municipal de Cultura. A instituição foi contemplada com o valor de R$ 400 mil.
Além do auxílio público, o museu também contou com a ajuda do fundo de investimento em arte holândes Prince Claus Fund, que doou R$ 35 mil para a reforma do telhado da reserva técnica, anexo do museu. A cobertura desabou em função das fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro em 2010.
O fundo de emergência holandês, que apoia equipamentos culturais e patrimônios públicos vítimas de desastres ambientais, mostrou-se interessado em ajudar a instituição e entrou em contato com a organização.
A maior mudança, segundo Tatiana, é na proposta sócio-educativa do museu. A instituição deve oferecer uma série de atividades voltadas ao público infantil, entre elas, visitas guiada por monitores e/ou arte educadores focadas na interação entre arte e espectador e trabalho junto às escolas do Rio de Janeiro.
A reinauguração marca também a estreia das mostras “Naïf + 20”, “Molas do Panamá” e “Lenda ou realidade?”.
O Museu Internacional de Arte Naïf possui o maior acervo de obras no estilo do mundo. São cerca de 6 mil trabalhos de artistas de diferentes países.