Banco do Nordeste aumenta investimento em cultura

Centro Cultural mantido pela estatal completa cinco anos com sucesso de público e boa repercussão na imprensa; criação de Associação de Amigos é solução para aumentar recursosPor Sílvio Crespo
18/07/2003

O Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBN), em Fortaleza, completa cinco anos em julho e comemora aumentando mais de 70% o seu orçamento: de R$ 450 mil, em 2003, passará a R$ 770 mil. Além desse montante, que será utilizado em financiamento direto, a entidade prevê destinar à cultura mais R$ 1,5 milhão por meio das leis federais de incentivo.

Esse “presente de aniversário” que o Banco do Nordeste oferece ao seu departamento cultural é em grade parte resultado do sucesso de público. Desde a sua inauguração, em 1998, até o final de julho deste ano, o centro cultural recebeu anualmente uma média de 116 mil visitantes, que participaram de eventos dos seus 14 programas (incluindo eventos especiais e em parcerias com outras entidades e empresas).

Na imprensa
O Centro Cultural tem conseguido boa repercussão na imprensa local. Os três principais jornais da região noticiam diariamente os eventos do CCBN em suas páginas internas. Além disso, assessores da entidade calculam que uma ou duas vezes por semana, em média, é publicada uma matéria em destaque sobre o Centro Cultural nesses veículos.

Expansão
Com o orçamento maior, o CCBN quer concretizar seu plano de expansão geográfica, que aproveitará espaços disponíveis na sua rede de agências, em empresas coligadas e outros parceiros. Planeja também realização de festivais e concursos em outras grandes e médias cidades nordestinas. Além de aumentar o orçamento, o Banco tem uma estratégia para aumentar os recursos disponíveis: a criação, no ano que vem, de uma Associação de Amigos do CCBN. Isso deve viabilizar a execução de projetos via leis de incentivo e facilitar a formação de parcerias com outras instituições.

“O Banco do Nordeste é o maior órgão de desenvolvimento do governo federal na região”, diz o consultor interno do CCBN, Henilton Menezes. Por isso, ele conta, o Banco sempre investiu em cultura, desde a sua fundação em 1952. A criação do Centro Cultural serviu apenas para sistematizar a política de patrocínios que já vinha sendo esboçada gradativamente.

Sem incentivo
Em 2002, pelo menos “90% do que o Banco do Nordeste fez para a cultura vieram de recursos próprios”, sem o benefício das leis de incentivo, segundo Menezes. A empresa optou por investimento direto porque naquele ano seu faturamento foi relativamente baixo, se comparado a outras instituições financeiras. O baixo faturamento é explicado pelo fato de a estatal ter como principal objetivo não o lucro, mas a contribuição para o desenvolvimento da região.

Patrocínio
Artistas e produtores interessados em patrocínio podem apresentar seu projeto “em qualquer um dos 365 dias do ano”, informa Menezes. Mas “isso deve ser mudado” provavelmente a parir do ano que vem, acrescenta o consultor, para facilitar a operacionalização. No ano que vem, a política cultural do Banco será sistematizada com editais e prazos para apresentação de projetos e com a criação de um conselho consultivo, formado por funcionários. Mas por enquanto, quem estiver procurando financiamento pode entrar em contato com a entidade pelo telefone (85) 488-4100.

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