Belo Horizonte se prepara para o SNC

Já estão acontecendo as pré-conferências regionais para articular a Conferência Municipal de Cultura, em Belo Horizonte, sob a temática “A Cultura na Cidade”

Nos dias 18 e 19 de novembro, a capital mineira realiza a Conferência Municipal de Cultura, abordando o tema “A Cultura na Cidade”. O evento se configura como parte estrutural na elaboração das diretrizes do Sistema Nacional de Cultura, definindo representantes e pautas para as Conferências Estadual e Nacional de Cultura. Em dezembro, delegados e representantes de todo o país levarão suas conclusões para a implantação do SNC.

Em Belo Horizonte estão sendo promovidas pré-conferências nas regionais, com abertura de inscrições em Venda Nova e Centro Sul com o objetivo de eleger os delegados que organizarão os temas que serão discutidos na Conferência Municipal, em novembro.

“Qualquer cidadão pode estar presente, se inscrever, falar e ser votado como um delegado. Não precisa ser um promotor de cultura. Basta ser interessado nas questões culturais, como um pesquisador, artista, professor, ou mesmo aquela pessoa que usufrui as conquistas na área. É importante que os delegados venham dos mais diferentes lugares e condições e façam o exercício fundamental de pensar a coletividade”, explica Maria Antonieta Cunha, presidente da Fundação Municipal de Cultura e coordenadora do processo em Belo Horizonte.

Os textos elaborados vão fomentar o debate nas Conferências Estadual e Nacional e, conseqüentemente, “orientar o Plano Nacional de Cultura e alimentar o sistema”, diz Antonieta, contemplando o processo de elaboração democrático do SNC. “É a primeira vez que se esboça uma política pública para o setor considerando-se as especificidades regionais”, argumentou.

A pauta dos debates das pré-conferências e reuniões municipais propõe três eixos temáticos: Diversidade e Identidade na Construção do Patrimônio Cultural da Cidade, tratando de questões como Patrimônio imaterial; Direitos Culturais: Exercício da Cidadania e Participação Popular, onde a cultura é conceituada como direito do cidadão; e Economia da Cultura: Gestão e Financiamento,  na  busca por alternativas para impulsionar a cultura no contexto econômico e de desenvolvimento. “Cultura gera renda, emprego e possibilidades de investimentos cada vez maiores e é importante que todos os segmentos sociais conheçam esse mecanismo. As manifestações culturais também têm direito a financiamentos”.

 

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