Bilheterias levam produtores dos EUA a lançar filmes primeiro no exterior

Quando o diretor Steven Spielberg estiver caminhando sobre o tapete vermelho em 11 de dezembro, na pré-estreia de sua animação “As Aventures de Tintin: O Segredo do Licorne”, o filme sobre um garoto repórter em busca de um tesouro submerso já terá conseguido mais de US$ 200 milhões nas bilheterias – todas elas longe dos Estados Unidos. A informação é da revista Bloomberg Businessweek, divulgada pelo jornal Valor Econômico.

Tintin estreou primeiro na Europa, no fim de outubro, e na Ásia, três semanas depois. Quando as plateias americanas derem sua primeira espiada em Tintin e seu cão fox-terrier Snowy, em 21 de dezembro, o filme já terá sido exibido em mais de 50 países, incluindo França, Alemanha, China, Japão e até mesmo a pequena Estônia. No Brasil, a estreia está prevista para 20 de janeiro.

Neste ano, os frequentadores de cinema na Europa, no Oriente Médio e na Ásia vão gastar um total combinado de US$ 21 bilhões em ingressos, quase o dobro dos US$ 12,2 bilhões gastos nos Estados Unidos e no Canadá, segundo a consultoria PricewaterhouseCoopers.

As bilheterias em alguns grandes mercados emergentes vão crescer ao ritmo de dois dígitos ao ano até 2015, prevê a PwC. “Uma tremenda expansão está ocorrendo fora dos EUA, que é um mercado bastante maduro”, diz Jeff Blake, vice-presidente do conselho de administração da Sony Pictures Entertainment, distribuidora de Tintin na maior parte dos mercados internacionais.

Os estúdios estão se acotovelando para superar os concorrentes nas salas de cinema internacionais, um dos poucos segmentos do setor cinematográfico que está crescendo. As bilheterias fora da América do Norte vão crescer a uma taxa anual composta de 8,1% até 2015, segundo a PwC, em comparação com uma previsão de 6% para os EUA. Mas algumas regiões terão crescimentos mais vigorosos, com a Europa Central e do Leste, com um aumento projetado de 11,5%, e a Ásia, com 11,3%.

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*Com informações do Valor Online

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