Brasil ganha destaque no circuito internacional de exposições

Reportagem do jornal Valor Econômico desta quinta-feira (12/4) aponta que  2012 será o ano das grandes exposições no Brasil. O bom ano para o circuito das artes estrangeiras no país dá sequência a um processo iniciado há alguns anos e que agora se consolida – após uma conquista inédita em 2011.

O país teve a exposição mais vista do mundo no ano passado, segundo a publicação inglesa The Art Newspaper.  A mostra “O Mundo Mágico de Escher” levou quase 10 mil pessoas por dia ao Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB- RJ), desbancando fortes concorrentes ao primeiro lugar do pódio, como a exibição dedicada ao estilista Alexander McQueen no Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque.

Segundo a matéria, há seis décadas o Brasil recebe grandes mostras internacionais, mas até a década de 80 as iniciativas eram raras e concentravam-se nos eventos promovidos pela Bienal de São Paulo.

De acordo Marcelo Araújo, diretor da Pinacoteca e recém-nomeado Secretário da Cultura de São Paulo, a metade dos anos 90, com a realização de mostras como a de Rodin e a de Monet [no Masp, em 1997], foi o início desse momento que o país vive. “O que vemos hoje não é um ‘novo boom’, e sim a percepção de um movimento ascendente que começou naquele período”, afirma.

Nas últimas duas décadas, o Brasil aumentou consideravelmente sua oferta de espaços expositivos. Instituições já existentes como a Pinacoteca e o Museu de Arte Moderna da Bahia passaram por reformas e desenvolveram novas políticas curatoriais. Além disso, foram abertos o Museu Iberê Camargo, em Porto Alegre, o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, em Recife, e o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

Os novos espaços passaram rapidamente a ser requisitados para itinerâncias internacionais, descentralizando cada vez mais o acesso à arte, antes bastante restrito a São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo a reportagem, a Lei Rouanet, que permite abatimentos no imposto de renda de quem investe em cultura, impulsionou a terceirização de serviços e o surgimento de um mercado voltado para a montagem de exposições.

Ainda neste ano, o Brasil deve receber pelo menos mais três exposições de grandes artistas: Giacometti, Caravaggio e Leonardo Da Vinci. Em 2013, a Conferência Mundial do Conselho Internacional de Museus será sediada aqui, o que deve colocar o país ainda mais em evidência no mapa mundial da arte.

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*Com informações do jornal Valor Econômico

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