A união entre a Penguin e a Random House pode abrir caminho para outras empresas do chamado “Big Six” – as gigantes editoriais americanas Hachette, HarperCollins, Macmillan e Simon & Schuster – buscarem novas fusões, de olho especialmente em mercados potenciais como o brasileiro. A informação é do jornal Valor Econômico.
Para Sônia Machado Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e vice-presidente do Grupo Record, o negócio, que ainda tem de ser aprovado por agências reguladoras, é uma clara estratégia para aumentar o poder de fogo com o varejo, em especial a Amazon e a iBookstore, que estão por iniciar suas operações no Brasil.
Ela lembra que o mercado editorial brasileiro está altamente competitivo, com disputas cada vez mais acirradas em leilões de direitos internacionais. “O Brasil está entrando no Primeiro Mundo no que diz respeito à negociação de direitos, com adiantamentos altíssimos. É briga de cachorro grande e, nesse cenário, quem for pequeno vai comer osso”, afirma.
No cenário atual, o Grupo Record é um dos candidatos naturais a eventuais fusões e aquisições envolvendo grupos estrangeiros. E para Carlo Carrenho, fundador do PublishNews, a lista de editoras cobiçáveis inclui ainda a Ediouro, a Sextante, a Intrínseca, a Rocco e a Novo Conceito. “A primeira coisa que os caras olham é a presença nas listas de mais vendidos, depois, se as empresas contam com uma boa distribuição. Mais cedo ou mais tarde vai cair a ficha e os outros grandes grupos também vão vir, seja para uma joint venture, ou sozinhas, como fizeram a Planeta e a Leya “, afirma Carrenho.
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*Com informações do Valor Online