O Brasil pretende ser o quinto maior mercado consumidor e produtor em audiovisual do mundo. A expectativa é que a meta seja alcançada em oito anos, segundo informações da Agência Brasil.
As metas estão descritas no Plano de Diretrizes e Metas para o Audiovisual (PDM), organizado pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). A expectativa é que o país dobre a quantidade de salas de cinema, triplique o número de canais de TV por assinatura dedicados à produção nacional e exiba mais longa-metragens na TV aberta. “Esta é a primeira vez que o país tem um plano de longo prazo sobre a economia do audiovisual”, salienta Manoel Rangel, diretor-presidente da Ancine.
Segundo ele, o PDM irá “orientar a ação do Poder Público” e guiar o mercado.“Teremos um pacto setorial”, prevê.
Conforme descrito no documento, em 2020, o Brasil terá 4,5 mil salas de cinema (em 2010, tinha 2.206), todas com projeção digital. Estima-se que 220 milhões de espectadores visitem as telas de cinema anualmente. A renda bruta de bilheteria total será R$ 3,32 bilhões (duas vezes e meia acima da verificada há dois anos).
A Ancine quer que as produções nacionais sejam mais consumidas, ficando com um terço da receita da bilheteria das salas comerciais em 2020 (em 2010, a participação foi inferior a 18%), o que equivalerá a R$ 970 milhões.
O plano também prevê crescimento dos canais brasileiros de TV por assinatura, maior compra de vídeos encomendados e longas-metragens exibidos nos canais abertos.
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*Com informações da Agência Brasil