Brasil recebe PC Intel para educação

O país receberá no início de 2007 o primeiro lote do PC “Classemates” (a US$ 400 por unidade), para rivalizar com o 2B1, equipamento integrante do projeto “One Laptop Per Child” (OLPC). O Brasil receberá no início de 2007 o primeiro lote do “Classemates” (a US$ 400 por unidade), modelo de PC que rivaliza com o 2B1, equipamento integrante do projeto “One Laptop Per Child” (OLPC), coordenado pelo MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Segundo John Davies, vice-presidente corporativo da Intel, os equipamentos serão cedidos ao governo federal como projeto piloto no primeiro trimestre de 2007.

Os equipamento virão prontos para conexão Wi-Fi – para possibilitar o acesso à internet dentro da sala de aula – e serão dual boot, isto é, funcionam tanto com o sistema operacional Linux como Windows. A opção pelo sistema é da escola.As empresas responsáveis pela produção do equipamento são a CCE e a Positivo Informática, que declarou que o computador ainda não será totalmente fabricado no país e não pretende exportar o produto, ao menos por enquanto. “O desafio com educação já é grande por aqui”, ponderou César Aymoré, diretor de marketing da Positivo.

Diferenças

O PC educacional Classmate da Intel tem como principal diferença o preço. Enquanto o 2B1 do MIT (Massachusetts Institute of Technology) tem o custo médio de US$ 140, a expectativa é comercializar o Classmate por US$ 400. Em outubro, falou-se em US$ 250, estimativa que se mostrou inviável, pois foi baseada na hipótese de produção em escala mundial. “Ainda chegaremos lá”, afirmou o gerente da Intel, durante coletiva de imprensa realizada no Intel Developer Forum, em São Paulo.

Além disso, entre as vantagens do Classemate citam-se alguns componentes, como o chipset, função que melhora o desempenho do equipamento. Já o monitor do 2B1, conhecido como “laptop de US$ 100”, ganha na resolução, principalmente para leitura de livros eletrônicos (e-books), um dos ideais do projeto capitaneado por Nicholas Negroponte, pesquisador do MIT.

Outra diferença importante é a mobilidade. O Classemate teria de ficar dentro da própria escola, enquanto o 2B1 poderia ser levado para a casa do estudante. Além disso, o projeto liderado por Negroponte optou por rodar apenas software livre, e o Classemate tem os ambientes Linux e Windows instalados.

Embora os equipamentos apresentam diferenças, o mais importante é que eles possuem como semelhança uma proposta educacional, que visa transformar o computador em uma importabte ferramenta de auxílio no processo pedagógico. “Agora, o computador está dentro da sala de aula”, argumenta John Davies, vice-presidente corporativo da Intel.

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