Brasil tem o primeiro selo atuando sob o conceito Creative Commons

Apostando no novo conceito defendido pelo Creative Commons, a gravadora Free Records disponibiliza todo seu catálogo para download.

Apostando no novo conceito defendido pelo Creative Commons, a banda paulistana pop rock Vento Motivo, criou seu próprio selo intitulado Free Records e disponibilizou gratuitamente através de seu site (www.freerecords.com.br) todas as faixas do seu último cd “Háhá”.

Atuando sob o conceito de Creative Commons, que foi criado pelo professor Lawrence Lessig, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e é um projeto sem fins lucrativos que concede licenças jurídicas para a produção intelectual, a Free Records é a primeira gravadora do Brasil que se baseia nesta forma de trabalho e troca de conteúdos.

A gravadora permite que qualquer pessoa faça download, copie as músicas e as utilize da maneira que quiser, desde que não tenha fim comercial. ‘O retorno está ótimo. Estamos tão perto do nosso público que me arrependo de não ter feito isso no primeiro disco’, comenta Fernando Ceah, vocalista e guitarrista do Vento Motivo e fundador da Free Records, em entrevista concedida ao jornal Estado de Minas.

O site entrou no ar há dois meses e já possui outras bandas que também têm suas faixas disponíveis pela ferramenta.

Atualmente, o CD físico “Háhá” existe, mas ele é mais utilizado para promoções. ‘Quem fizer questão de ter o disco vai poder comprá-lo nos shows e no site. Porém, o preço será o máximo de R$ 10. A verdade é que vender não está passando pela nossa cabeça. O CD existe mais para finalidade promocional’, acrescenta Ceah e completa que a banda obtém lucro financeiro através de shows e publicidade através do site “O conceito do Creative Commons estabelece uma relação diferente entre empresário, artista, mídia e gravadora”.

”Em vez de pagar jabá para tocar em rádio, como se fazia antigamente, o que podemos é instituir parceria com casas de show e emissora. Isso acaba abrindo uma gama de possibilidades para fugir de um cenário em crise. Está todo o mundo reclamando, mas a gente não vê muitas ações para aproximar público e artista”, conclui Ceah.

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