Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo informou que escritores da nova safra brasileira estão encontrando dificuldades em lançar suas obras no exterior. O motivo? O estereótipo que ainda resiste lá fora, de que as obras daqui tem que falar, necessariamente, sobre “temas brasileiros” e exóticos, como a pobreza extrema, a violência, as contradições sociais.
Com o objetivo de mostrar que o país também faz uma obra universal, seis escritores foram convidados pelo Itamaraty e pela Fundação Biblioteca Nacional a representar o Brasil no Salão do Livro de Paris de 2012, que ocorreu entre 16 e 19 de março. Foram eles: Adriana Lisboa, Adriana Lunardi, Arthur Dapieve, João Carrascoza, Maria Valéria Rezende e Tatiana Salem Levy.
O Brasil não participava da feira há dois anos. “A ideia é que marquemos presença, que a nossa literatura saia de seu cantinho e mostre que fala para todo mundo, que não é só pitoresca; é também universal”, explicou Simone Dias, chefe do setor cultural da embaixada em Paris e uma das articuladoras da volta do Brasil ao salão.
*Com informações do jornal o Estado de S. Paulo