Entre os dias 18 e 22 de novembro, o Festival de Cinema Brasileiro na China ganhará sua segunda edição, mais ampla que a realizada no ano passado. O evento terá pela primeira vez um júri de cinco pessoas, entre os quais Xie Fei, o integrante da quarta geração de diretores chineses que em 1993 ganhou o Urso de Ouro em Berlim, com “A Mulher do Lago das Almas Perfumadas”.
No comando do festival estão a curadora Anamaria Boschi e Vanessa Mastrocessario Silva, que passaram os últimos meses em busca de patrocínio para a mostra, sem muito sucesso. “Nós contávamos muito com as empresas brasileiras instaladas aqui, mas não houve apoio. Eles nos disseram que teríamos que ter inscrito o projeto na Lei Rouanet”, diz Silva.
O orçamento de 150 mil yuans (R$ 41,5 mil) está sendo enxugado e os gastos essenciais são bancados pelo grupo Brasileiros em Pequim (Brapeq), que é o organizador oficial do evento. A entidade tinha 50 integrantes quando foi criada, em 2007, número que saltou para 600 atualmente. O evento também recebeu US$ 2 mil do governo brasileiro, obtidos por meio da Embaixada do Brasil em Pequim.
Boschi fez a seleção dos filmes para o Festival de Cinema entre março e julho, assistindo a pilhas de DVDs enviados do Brasil para a China por inúmeros portadores, aos quais os filmes chegavam pelas mãos de seu pai. Da pilha de DVDs saíram 18 filmes, que tiveram de ser submetidos à poderosa Administração Estatal de Rádio, Filme e Televisão, responsável por dar sinal verde a todas as produções que chegam ao público chinês. Os censores consideraram oito títulos ofensivos à sensibilidade local e vetaram sua exibição. Entre eles estão Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, e Mangue Negro, de Rodrigo Aragão.
A seleção que será exibida inclui sete longas e três curtas de animação.
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*Com informações do Estadão.com