A fim de chamar a atenção para o fato de que muitas músicas de Carnaval não são de domínio público, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) lançou uma campanha de conscientização voltada aos organizadores de eventos carnavalescos, tratando da importância do pagamento do direito autoral.
A campanha homenageia João Roberto Kelly, o criador de “Cabeleira do Zezé”, uma das mais famosas marchinhas de Carnaval, e esclarece que os herdeiros de autores falecidos, como Braguinha (“Chiquita Bacana”), Lamartine Babo (“Teu cabelo não nega”), Haroldo Lobo (“Allah-la-o”), André Filho (“Cidade Maravilhosa”), entre outros, também recebem direitos autorais até 70 anos após a morte de seus autores.
Cerca de 6.500 promotores de eventos, bares, restaurantes, hotéis, clubes, boates, casas de festas, casas de diversão, escolas de samba, prefeituras, associações, entre outros envolvidos de forma profissional com a música já receberam informações da campanha.
Segundo o Ecad, no Carnaval de 2010 foram distribuídos R$ 13,7 milhões para sete mil artistas que tiveram suas músicas tocadas em shows, blocos, trios elétricos, clubes, bailes carnavalescos, coretos, desfiles e eventos durante o período da festividade. Esse valor foi 25% maior do que em 2009.
No ranking referente à execução pública musical em clubes, bailes carnavalescos e eventos de rua, os autores com maior rendimento no Carnaval do ano passado, em todo o Brasil, foram João Roberto Kelly, Braguinha, Lamartine Babo, Haroldo Lobo, Alain Tavares, Manno Góes (da banda Jammil e Uma Noites), Carlinhos Brown, André Filho, Oldemar Magalhães e Jorge Ben Jor.
Já no ranking referente à execução pública musical em shows (incluindo trios elétricos), os autores com maior rendimento no Carnaval do ano passado foram: Durval Lelys, Carlinhos Brown, Manno Goes, Alexandre Peixe, Alaim Tavares, Beto Garrido, Bell Marques, Nenel, Jorge Ben Jor e Clori Roger.