O Cemec, escola de gestão especializada em mídia entretenimento e cultura, vai realizar, entre os dias 12 e 15 de março, a Jornada Captação de Recursos. “Jornada é um novo modelo programático, entre o seminário e o curso e tem como característica principal o aspecto prático”, aponta Leonardo Brant, fundador do Cemec que assina a coordenação do programa.
O encontro tem como objetivo apresentar aos empreendedores e produtores culturais, técnicas e ferramentas relevantes ao cotidiano do captador. Visão estratégica, planejamento, comunicação, venda, relacionamento, gestão e negociação estão entre as técnicas abordadas na série de encontros.
Cultura e Mercado falou com cada um dos especialistas, que vão jogar luz sobre o tema durante os quatro dias da Jornada, para saber um pouco mais sobre o conteúdo abordado.
De acordo Fábio Sá Cesnik, advogado e sócio do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, o foco será expor os mecanismos de incentivo fiscal que existem e, do outro lado, os benefícios que o financiamento de atividades culturais oferecem às empresas. “A ideia é apresentar casos práticos para que os alunos consigam vislumbrar os modelos de financiamento e seu funcionamento”, afirma. Cesnik apresenta, no primeiro dia do curso, a evolução do mercado cultural e as oportunidades de negócios.
Leonardo Brant afirma que irá levar ao encontro casos oriundos de sua experiência como planejador e desenvolvedor de políticas de financiamento empresarial e como consultor de empreendedores criativos, para apresentar e discutir as soluções encontradas para cada um deles.
Para o consultor, os empreendedores têm que deixar de enxergar a captação de recursos como “um coelho na cartola, um passe de mágica”. “Todos estão em busca de captadores que resolvam o seu problema. Em 95% dos casos isso não funciona”, declara. Jornada Captação de Recursos busca qualificar a atuação dos gestores, em busca de maior autonomia e independência para os desenvolvedores de projetos culturais.
Quem partilha a mesma opinião é Guilherme Afif, fundador da Guaimbé Bureau de Cultura, empresa que ajuda empresas e produtores culturais na hora da captação. Segundo ele, o empreendedor tem que ser o captador, já que o profissional é o mais inteirado e interessado no sucesso do projeto. “É importante que o produtor seja capaz de fazer a prospecção de clientes, pesquisa e planejamento de negócio do projeto”, explica.
Afif promete levar à jornada exemplos práticos de políticas culturais de sucesso, entre eles, o caso de dois bancos, um com política focada no aspecto social da cultura e outro que se volta ao marketing na concepção de seu portfólio de projetos culturais.
Para concluir a programação, o fundador da J. Leiva, empresa especializada em projetos culturais e esportivos, João Leiva Filho, apresentará aos participantes um panorama geral da captação de recursos e as especificidades de projetos pontuais e permanentes na hora de captar. “Vou falar de temas que vão de uma clara definição do projeto à identificação das fontes de financiamento, passando pelas formas de abordagem e relacionamento com potenciais parceiros e patrocinadores”, afirma.
Para saber mais sobre a programação e inscrições, acesse o site do Cemec.