CDI divulga estudo sobre uso da internet no Brasil

Uma pesquisa do CDI LAN – braço empresarial da ONG CDI (Comitê para a Democratização da Informática) que se dedica às lan houses – revelou que boa parte dos internautas que as acessam tem um perfil um pouco mais velho do que se imaginava (a faixa etária que mais investe nelas vai de 25 a 40 anos) e usa a internet não só para se divertir, como também para ficar de olho em oportunidades de trabalho. E as redes sociais fazem parte dessa tendência. A informação é do jornal O Globo.

“As lan houses ainda são o meio de inclusão digital de 35% dos brasileiros conectados, ou quase 30 milhões de pessoas”, diz Bernardo Faria, diretor-executivo da CDI LAN.

Foram entrevistados 891 internautas das classes C, D e E em todas as regiões brasileiras. Segundo Luciana Aguiar, sócia-diretora da consultoria Plano CDE, que fez a pesquisa para a CDI LAN, as regiões Norte, Nordeste e Sudeste são onde se mais se usa a internet via lan houses. “Cerca de 52% dos internautas ouvidos se conectam a semana toda, e 73% gastam quatro horas navegando todos os dias. O gasto médio mensal, para 63% dos ouvidos, é R$ 50.”

Ler e-mails, se comunicar com amigos e parentes e ver vídeos/fotos/música são os usos mais comuns, para respectivamente 67%, 65% e 55% dos frequentadores das lans. E, na comunicação as redes sociais estão no topo das aplicações – 76% as acessam. O Orkut ainda é a rede mais usada aqui, por 84%, contra 41% no Facebook.

“O Orkut já é um ambiente mais familiar para esses internautas e privilegia o contato com amigos, conhecidos e familiares”, diz Luciana.

Mas, além de diversão e bate-papo, está o uso de lan houses e redes para tentar melhorar de vida, lembra Bernardo Faria: “Dos internautas, 25% usam as lans para trabalhar, 20% para se informar sobre empregos e oportunidades de ganhar dinheiro e 19% para fazer cursos à distância”.

Segundo Rodrigo Baggio, presidente do Conselho da CDI LAN, o estudo mostra como as lan houses podem ser uma ferramenta de inclusão social. “Bem direcionadas, elas podem ser uma plataforma para a educação”, diz.

*Com informações de O Globo Online

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