Será lançado no próximo dia 26 de março, no Museu do Futebol, em São Paulo, o livro “Cidades Criativas, Soluções Inventivas – O Papel da Copa, das Olimpíadas e dos Museus Internacionais”. A obra, escrita pela economista Ana Carla Fonseca Reis, identifica situações positivas e negativas de cidades e países, com perfís socioeconômicos e desafios distintos, que sediaram ou vão sediar projetos culturais e esportivos de repercussão internacional.
Exemplos de Barcelona e Bilbao, na Espanha; Bogotá e Medelin, na Colômbia; Cidade do Cabo e Johannesburgo, na África do Sul, e Londres, na Inglaterra, que estão no livro, também serão apresentados pela própria Ana Carla no curso “Cidades Criativas – Economia e Cultura no Espaço Urbano”, que o Cemec promove de 19 a 23 de março, em São Paulo.
Quais os traços comuns a experiências de países tão distintos como África do Sul, Noruega, Taiwan e Estados Unidos? Quais são os requisitos para gerar o oxigênio necessário à combustão criativa? Como esses processos se concretizam? Como o turismo ajuda (ou atrapalha)? Qual modelo de governança entre público, privado e sociedade civil se mostra como mais promissor? E, afinal, o que caracteriza uma cidade criativa?
Conceito de contorno fluidos e histórico recente, “cidade criativa” tem despertado atenção crescente em vários países. O entendimento de que a competitividade econômica das regiões depende de inovação (de processos, produtos, sociais, culturais etc.) e de que a inovação bebe da criatividade é um dos principais fatores para isso. Quão mais criativo for o ambiente no qual vivemos, mais realizados seremos, mais resolvida será a sociedade e mais pujante será a economia.
“Em um estudo que desenvolvi com 17 outros colegas de 13 países foi possível definir que uma cidade criativa é uma na qual há uma abundância de inovações (econômicas, sociais, culturais – inovações entendidas como soluções para problemas e oportunidades), conexões (entre áreas da cidade, entre grupos sociais, entre público e privado, entre local e global…) e cultura (por seus valores culturais, por seu impacto econômico e por gerar um ambiente mais propício à criatividade). Uma cidade criativa está em permanente processo de transformação”, explica Ana Carla.
O grande desafio é romper com bolsões e transvasar a criatividade que ferve em alguns espaços e clusters, para contagiar a cidade. Para isso, é preciso olhar para a cidade de dentro para fora, reconhecendo suas singularidades, fomentar suas conexões, inovações e cultura.
“Uma cidade sempre pode ser mais criativa do que já o é. O que percebo é que esse processo muitas vezes é catalisado por um agente social qualquer – em alguns casos o governo, em outros pelo setor privado. Para que essa fagulha tome corpo e contagie a cidade em um fogo duradouro, é preciso que os demais agentes (governo, empresas, sociedade civil) se unam a esse processo, dando-lhe oxigênio”, afirma a especialista.
Clique aqui para ler a entrevista de Ana Carla Fonseca na íntegra.
Para mais informações sobre o curso Cidades Criativas, acesse www.redecemec.com.