Batizada informalmente de Risorgimento, uma nova geração de diretores italianos, na faixa dos 40 anos, começa a alcançar projeção internacional, segundo informações do jornal O Globo. O “movimento” é caracterizado pela narrativa não-convencional de realizadores como Matteo Garrone (“Gomorra”), Emanuele Crialese (“Terraferma”), Saverio Costanzo (“A solidão dos números primos”), Luca Guadagnino (“Um sonho de amor”) e Paolo Sorrentino (“Il Divo”), o maior expoente do grupo.

“Não faço filmes intelectuais. Faço filmes guiados pela emoção, talvez este seja o caminho”, afirma Sorrentino. Ele estreou em 2001, quando o cinema italiano passou por uma virada após esbarrar numa ingerência dos canais de TV (estimulados pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi) nas verbas e nos meios de produção.

O episódio fez com que grande parte da produção italiana abrisse mão do experimentalismo narrativo e focasse em fórmulas de teledramaturgia. Buscando recursos financeiros em coproduções, Sorrentino encontrou caminhos para fazer um cinema sem regras.

Com Sean Penn no papel principal, o mais recente filme do diretor, “Aqui é o meu lugar” concorreu à Palma de Ouro, em Cannes, e levou o prêmio do júri ecumênico em 2011. Embora seja falado em inglês, foi produzido e escrito por italianos, com dinheiro do país, em parceria com irlandeses e franceses.

“Não acredito que os novos diretores italianos façam filmes com o desejo de mudar nosso cinema. Acredito apenas na percepção de que, quando fazemos filmes com muitas camadas de entendimento, eles precisam falar uma linguagem universal, capaz de se comunicar com um número grande de pessoas. É por isso que nossos filmes têm tido boa ressonância”, declara o cineasta Matteo Garrone, que saiu de Cannes este ano com o Grande Prêmio do Júri pelo longa “Reality”.

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.

*Com informações do jornal O Globo


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