Confiança da informação em xeque - Cultura e Mercado

Confiança da informação em xeque

Um total de 90% de internautas têm web sua principal fonte de informação. No entanto, apenas 9% confiam de verdade no que leem na grande rede. É o que apura pesquisa da Nokia realizada em parceria com a TNS Research. O levantamento ouviu 601 homens e mulheres com acesso a internet, acima de 16 anos, de todas as classes sociais, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Recife e buscou retratar aspectos diversos da vida relacionados aos novos gadgets, como relacionamento, esporte, entretenimento, carreira e informação. “Mais do que a tecnologia, estamos interessados em refletir sobre o uso que o consumidor realmente faz dela. Por isso, fomos a campo para entender a relação do brasileiro com celulares, internet, downloads, serviços de fotos e vídeos e até aspectos mais complexos, como a relação do público e do privado na era das redes sociais”, afirma Gabriela Portugal Bendzius, diretora de Marketing da Nokia do Brasil. A pesquisa traz resultados surpreendentes e curiosos.

Direitos autorais

Na área de direitos autorais, 50% dos entrevistados afirmaram que o download de filmes e músicas gratuitos na internet é crime, porém, 92% disseram que não denunciariam alguém por isso. Cerca de 82% dos entrevistados acham que falar mal de alguém nas redes sociais pode ser crime de calúnia e difamação.

Hoje, 83% dos brasileiros afirmam ouvir música no celular. Mais da metade dos brasileiros que tem acesso à internet (56%) são totalmente a favor de downloads de músicas e filmes e 82% acreditam que o download ilegal só é feito porque as distribuidoras cobram muito alto pelo conteúdo. Para 41% dos entrevistados, o excesso de conteúdo na web atrapalha a encontrar o que se deseja escutar ou assistir.

Política

Nas últimas eleições, mais de 400 políticos tinham perfis nas redes sociais, seja entre os que já estavam na web ou os que entraram no período eleitoral. No entanto, a pesquisa mostra que 67% dos brasileiros afirmam nunca visitar o perfil de um político nas redes sociais. A mostra confirma uma impressão geral. O uso da rede é mais social que político, já que 72% usam as tecnologias para buscar informações da vida de pessoas de seus círculos sociais.

Embora 90% dos brasileiros afirmem compartilhar fotos pessoais na rede, segundo o levantamento, o brasileiro parece ainda ter algum pudor. Enquanto os Estados Unidos vivem uma onda de acessos a vídeos e fotos retratando a intimidade sexual dos usuários, no Brasil 85% dos entrevistados afirmam nunca ter postado fotos de roupas íntimas e sensuais. Já em relação à privacidade do outro, o brasileiro é bem mais flexível: 62% dos entrevistados assumiram olhar o perfil do parceiro nas redes sociais, ao mesmo tempo que 67% afirmaram visitar o perfil do ex-namorado com frequência.

As novas tecnologias também auxiliam o brasileiro a celebrar aniversários e outras datas festivas. De acordo com o estudo, 56% dos entrevistados usam as redes sociais para mandar os parabéns a amigos e parentes. E os lembretes eletrônicos ajudam 41% a não esquecer datas especiais.

RH eletrônico

Aos que procuram um novo emprego, 24% dos consultados afirmaram já ter usado a internet para pesquisar a vida das pessoas que estavam para contratar. Nesse universo profissional, 76% disseram visitar o perfil de colegas de trabalho nas redes sociais frequentemente. A área profissional aparece como positivamente influenciada pela tecnologia: 54% dos entrevistados disseram que a tecnologia de forma geral facilita o desenvolvimento profissional. Pra relaxar durante o expediente de trabalho, 59% dos entrevistados acessam a internet. Já no descanso, a facilidade de acesso e a mobilidade fazem com que 50% dos brasileiros sintam-se ligados ao trabalho nos momentos de folga.

*Com informações da Tela Viva News.

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