Programa de cooperação foi discutido esta semana durante o Festival de Cinema de TorontoUma delegação brasileira, comandada pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, encontra-se em Toronto, no Canadá, para concluir as discussões em torno do Programa de Cooperação entre o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), da Secretaria do Audiovisual do MinC, e o Oficio Nacional do Filme do Canadá, ou National Film Board (NFB). O encontro coincide com a realização da 31ª edição do Festival de Cinema de Toronto.
As reuniões dos subcomitês do acordo, assinado em março com o órgão responsável pela política audiovisual canadense, ocorreram nos últimos dias 11 e 12. O objetivo do encontro é criar o Plano de Trabalho 2007 referente à implantação do Programa, abrindo frentes em todos os campos previstos: co-produção, distribuição, capacitação profissional e tecnologia digital.
O Brasil leva a Toronto propostas que criam mecanismos de estruturação do acordo, por meio da composição de fundos de financiamento e programas de trabalho articulados, em todas as áreas, com os produtores e agentes independentes do mercado audiovisual brasileiro.
“A cooperação com o NFB deve ser encarada como estratégica pelo conjunto de contribuições que pode trazer para o desenvolvimento da atividade audiovisual brasileira”, afirma o secretário Orlando Senna. Para ele, o acordo possibilitará o desenvolvimento de obras e conteúdos em co-produção para exploração do mercado internacional, o intercâmbio técnico e o desenvolvimento tecnológico.
“Essa relação com o Canadá em outros tempos resultou justamente na criação do CTAv e em um período muito positivo de atuação do órgão”, acrescenta o secretário. Orlando Senna lembra ainda que o acordo proporcionará, além de inúmeras vantagens no campo de intercâmbio tecnológico, uma oxigenação no desenvolvimento da animação no Brasil, já que o Canadá é um dos líderes na produção do gênero.
Além do CTAv, o acordo de cooperação beneficiará a Cinemateca Brasileira, que, ao completar 60 anos de existência, poderá ampliar seu trabalho de recuperar e preservar obras audiovisuais realizadas já com as tecnologias digitais. Ao mesmo tempo, a Cinemateca retoma sua área de difusão e circulação com a implantação da Programadora Brasil, projeto que realiza em parceria com o CTAv.
“Com esse projeto, pretendemos conhecer os circuitos que se encontram carentes de programação e fazer o filme brasileiro circular”, diz José Araripe Jr., diretor do CTAv. Foram investidos R$1,2 milhão no projeto – que, acrescenta, será um canal para intercâmbio de obras audiovisuais entre os dois países, também previsto no acordo.
Fonte: Secretaria do Audiovisual do MinC