Coréia do Sul reduz cota de tela para negociar com EUA - Cultura e Mercado

Coréia do Sul reduz cota de tela para negociar com EUA

Governo do país cede a pressões dos EUA e reduz sua cota de tela para filmes nacionais, em medida considerada como “golpe de Estadö anti-cultural

A Coréia do Sul anunciou que irá reduzir pela metade sua cota de tela para filmes produzidos localmente, em um passo para facilitar as negociações de livre comércio com os EUA.

Rob Portman, que vinha articulando o fim da cota, aplaudiu a decisão em um çomunicado lançado pela Embaixada dos EUA na Coréia, mas os furiosos produtores sul-coreanos de filmes denunciaram a medida como um “golde de Estado anti-cultural.”

A Coréia do Sul teve uma cota de tela protecionista durante décadas, pela qual as salas de cinema deveriam exibir filmes nacionais pelo menos 146 dias por ano.

“O Governo decidiu tomar as medidas necessárias para reduzir a cota para 73 dias por ano, a partir de 01 de julho”, disse o Ministro de Economia e Finanças Han Duck-soo em uma coletiva de imprensa.
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Portman disse que a cota tinha “colocado os filmes americanos em uma vantagem significativa” e que a medida iria “ajudar a balancear a área de exibição e aumentar as opções de escolha de filmes para os coreanos”.

“A decisão da Coréia de liberar suas restrições para filmes estrangeiros é uma ótima notícia para os freqüentadores coreanos de cinema e para a indústria americana de cinema”, Portman declarou.

Mas os produtores de filmes, atores e diretores disseram que iriam lutar contra a decisão.

“A decisão, cedendo à arrogante pressão comercial americana, é um golde de Estado anti-cultural”, de acordo com um comunicado da Coalizão pela Diversidade Cultural em Imagens em Movimento, representando os apoiadores da cota.  

Em um discurso, o Presidente da Coréia do Sul Roh Moo-hyun disse que estabelecer um Acordo de Livre Comércio com Washington era uma prioridade máxima para seu governo.

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