Cultura Nordestina nos palcos e nas ruas

Mais de uma década de teatro nordestino em debate e nos palcos: A XII Edição do FNT reafirma a necessidade de se pensar a cultura do nordeste para o Brasil
A XII edição do Festival Nordestino, que acontece entre os dias 16 e 24 de setembro no teatro de Guaramiranga, Ceará, traz a discussão “As matrizes das culturas nordestinas no teatro”. O evento, que há mais de uma década promove um intercâmbio de projetos, manifestações e idéias culturais do país, realiza uma programação diversificada entre oficinas, espetáculos, residências artísticas e atividades cênicas realizadas em grande parte, por artistas do Nordeste.
A tônica desta 12º edição, no alto do Maciço de Baturité, conserva a preocupação de difundir a arte que se faz atualmente nos teatros do Nordeste. Nas conferências e nos debates, abordagens temáticas para refletir temas focados nas artes cênicas, como está previsto no III Encontro de Artistas Pesquisadores.
O município de Pacoti sedia algumas atividades do FNT este ano, como espetáculos de teatro, música, palestras, oficinas, encontros, vivência e cortejo de sexta. A programação paralela, que acontece em Guaramiranga, traz Mini-Cursos, Mostra Sesc, Teatro, Mostra Competitiva e paralela. Outras atividades acontecem, ainda, em dois testros Rachel de Queiroz, praças, Mosteiro, Tenda do Sesc, Pernambuquinho e Botija.
A tradição de apresentar um espetáculo convidado na abertura do Festival se repete, com a presença de “Cobra Norato”, do premiado Grupo Giramundo, de Minas Gerais, que vem se destacando no cenário artístico pela sua atuação além dos palcos. O Grupo atua no cinema, exposições, vídeo, cursos e na televisão, onde recentemente, foi consagrado com suas marionetes na micro-série global “Hoje é dia de Maria”, fábula musical dirigida por Luiz Fernando Carvalho. No FNT, o Grupo apresenta uma versão integral de um poema Raul Bopp.
A mostra Competitiva começa no sábado, 17, com espetáculos do Ceará e de outros estados do Nordeste, que serão avaliados em critérios como atuação, montagem e texto, por um júri formado por Arnaldo Siqueira (PE), Camille Dumoulié (França), Márcio Meireles (BA), Nehle Franke (Alemanha/Brasil) e Fernando Limoeiro (MG).

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