Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (23/10), o curador do Museu de Arte de São Paulo (Masp) disse que o espaço está abandonado pelos poderes públicos, especialmente o federal. “Não há no poder público uma disposição para perceber a grandeza do Masp”, diz ele.
Com o mais importante acervo do hemisfério sul, o museu não tem fôlego para implementar exposições de artistas brasileiros contemporâneos que considera fundamentais. Com a bilheteria e o apoio de R$ 1,2 milhão do governo municipal, o Masp obtém verba para se manter apenas por quatro dos 12 meses do ano. Os outros oito meses do ano dependem de doações e patrocínios.
“O Masp continua blindado. Como seu acervo é tombado, nós pedimos assento em seu conselho, junto com os governos estadual e municipal, mas eles não respondem. É preciso abrir sua administração e não ficar apenas pedindo dinheiro”, disse à Folha José do Nascimento Júnior, diretor do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), vinculado ao Ministério da Cultura.
Em suas críticas, Teixeira Coelho poupa o secretário de Cultura do Estado de São Paulo, Marcelo Araujo. “Tenho boas expectativas sobre sua gestão. Ele é uma pessoa da área, que sabe o que é necessário”.
Araujo afirma que o governo do Estado está em um processo de aproximação com o Masp, para compor parcerias.
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*Com informações da Folha de S. Paulo