Curadoria da Bienal faz reunião com pichadores - Cultura e Mercado

Curadoria da Bienal faz reunião com pichadores

Curadores da Bienal de São Paulo se reuniram ontem com membros do Pixação SP, grupo de pichadores convidados para integrar a mostra, para perguntar se também partiu deles o ataque à instalação do artista Kboco e do arquiteto Roberto Loeb, descoberta anteontem à noite.

No último sábado, quando a 29ª Bienal foi aberta ao público no Ibirapuera, Djan Ivson, do grupo Pixação SP, invadiu o viveiro de urubus montado pelo artista Nuno Ramos e pichou a frase “liberte os urubu” numa das estruturas de areia que sustentam os pássaros.

Segundo Ivson, o autor do segundo ataque é um pichador de Osasco, na Grande SP, conhecido como Invasor. Ivson afirmou que esse mesmo pichador tentara participar do ataque à Bienal ocorrido há dois anos, quando invasores fizeram inscrições em paredes do andar deixado vazio por curadores. Ele ficou de fora, segundo Ivson, estar usando chinelos.

“Não foi nenhum membro do pessoal que está participando da Bienal”, disse Moacir dos Anjos, curador-geral da mostra. “Chegamos a averiguar, mas eles desconhecem, não assumem, não foi ninguém do círculo deles.”

No dia seguinte à descoberta da pichação do terreiro “Dito, Não Dito, Interdito”, nada foi feito com relação à obra, que permanece com as inscrições do pichador.

Kboco e Loeb, autores da obra, ainda não decidiram se vão restaurar a peça. “Estou pensando em coisa maior agora”, disse Kboco. “Não vou parar agora para pensar numa coisa pequena assim.”

Em nota divulgada ontem, a Bienal afirmou que os atos de vandalismo cometidos contra as obras de Nuno Ramos, Kboco e Roberto Loeb “atingem não apenas os artistas, mas também a sociedade brasileira”.

*Com informações do Jornal Folha de S. Paulo.

Acessar o conteúdo