Demanda por bibliotecas é maior nas pequenas cidades

Departamento de Políticas Educacionais da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) desenvolver programa de incentivo à leitura em pequenas cidades. Araguaína, cidade de 130 mil habitantes, em Tocantins, tem 52 escolas municipais, com 12 mil alunos, mas em apenas uma delas existe biblioteca. A segunda biblioteca escolar do município só agora está sendo inaugurada. Em Camocin (CE), com 74 mil habitantes, a situação não é muito diferente: das 85 escolas municipais, apenas quatro possuem bibliotecas.
O Departamento de Políticas Educacionais da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) pretende alterar quadros como esses, construindo centros de leitura nas escolas e formar pessoal para atuar nessas bibliotecas.

A promessa é que o programa de incentivo à leitura, não só distribua livros didáticos e de literatura nas escolas, mas execute uma política articulada com as secretarias de educação para que professores e alunos leiam e aproveitem bem os livros. “Isso é o que precisava: integração de idéias dentro da diversidade nacional em um foco único e necessário de incentivo à leitura”, observa a secretária municipal de Araguaína (TO), Evalda d’Angelis.

Atualmente, pequenos municípios contam com a ajuda de instituições privadas no estímulo a leitura. É o exemplo da cidade de Araguaína (TO), em que alunos da educação básica participam de um circuito de leitura monitorado, ação da Secretaria de Educação em parceria com o Instituto Ayrton Senna.

“Temos cantinhos de leitura e cada sala de aula possui 50 livros”, diz Evalda. Em Araguaína, há, também, uma biblioteca ambulante para leitura em praça pública e projeto para construção de dez bibliotecas em escolas da prefeitura. Já em Camocin (CE) tem a Biblioteca do Povo, programa de bibliotecas ambulantes para incentivar alunos a lerem.

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