Desligue a TV e viva a vida ao vivo

Antonio Carlos Pedro fala das iniciativas que incentivam o uso adequado e crítico do telespectador

Começa a circular na Internet a versão brasileira da iniciativa norte-americana chamada TV-Turnoff Network – Desligue a TV. A iniciativa preconiza o poder do indivíduo de determinar qual o papel que a televisão exerce em sua vida. Nos EUA, o movimento acontece desde de 1995, e em 2005 conforme relato, contou com a  adesão de mais de oito milhões de pessoas nos 50 estados norte-americanos.

O movimento , organizado por várias entidades, estimula as pessoas a desligarem a TV durante uma semana do ano, optando em participarem de atividades comunitárias, como passeios em parques com shows, cinemas, teatros, museus, festivais de musica, poesia e literatura, com programações e preços especiais, além de contar com educadores falando sobre o tema, reaprendendo e ensinado a ver televisão com um olhar mais crítico.

O evento já acontece simultaneamente nos EUA, Canadá, e México. Taiwan, Coréia do Sul, Itália e Noruega também aderiram o movimento. A adesão do Brasil está sendo construída pelo Instituto Alana, que tomou contato com o projeto no Congresso sobre Consumo Infantil, no primeiro semestre deste ano. Segundo Marcos Nisti, responsável pelas ações do movimento no Brasil, o tempo gasto em frente à TV e os reflexos desse hábito na saúde – especialmente das crianças – é alarmante.  O Instituto pretende lançar a Semana Deslique a TV no Brasil nos dias 24 a 30 de abril de 2006.

O instituto Alana tem por missão a promoção de debates sobre o tema, realiza pesquisas sobre consumo, incentiva à leitura e o diálogo nas comunidades. Discute também a qualidade e a falta de originalidade na programação e investimentos publicitários, propondo atividades alternativas que podem ser realizadas nos ambientes de convívio social.

No Brasil já houve campanhas tratando a questão do excesso de televisão, com A MTV Brasil – ” Desligue a televisão e vá ler um livro” e também da TV Cultura, que incentivavam as pessoas a procurar outras atividades culturais, (dês)conectadas da televisão.

Mais informações www.rits.org.br

Antonio Carlos Pedro

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