Diretor da Tate Modern fala sobre o Brasil no mercado de arte

Há 24 anos, Nicholas Serota é diretor do museu de arte moderna Tate, localizado em Londres. Considerado o museu mais frequentado do mundo, o Tate recebe cinco milhões de visitas ao ano, conta com um orçamento de cerca de R$ 250 milhões e tem uma coleção de 70 mil obras.

O diretor britânico, que fechou uma parceria com a Pinacoteca do Estado, esteve no Brasil para a abertura da 30ª Bienal de São Paulo. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, ele disse que as instituições brasileiras possuem um novo senso de “confiança e estabilidade”.

“Parece haver mais confiança em São Paulo, mais do que antigamente, e acho que isso reflete uma série de fatores. Primeiro, o país está muito bem na economia mundial. Em segundo lugar, a última Bienal foi muito boa e esta, também. Há uma sensação de estabilidade e propósito na Bienal, que parece ter estado ausente nos últimos anos. Claro que também muitos dos museus estão fazendo projetos excelentes. Na Pinacoteca, eu vi as exposições de Cruz-Diez e Willys de Castro, as duas muito fortes. Tenho a impressão de que este seja um momento de força. Também diria que há uma apreciação crescente de arte contemporânea brasileira além de arte dos anos 50 e 60, e isso é um contexto interessante para a Bienal. Há interesse internacional pelo que acontece no Brasil”, afirmou Serota.

Depois de dedicar retrospectivas a Hélio Oiticica e Cildo Meireles, ajudando a posicionar o Brasil no contexto global, a Tate vai abrir, no segundo semestre de 2013, uma mostra dedicada à artista suíço-brasileira Mira Schendel.

Clique aqui e leia a entrevista na íntegra.

*Com informações da Folha de S. Paulo

Acessar o conteúdo