Os Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil sobre Economia Criativa iniciaram na manhã desta quinta-feira (21/6), no Galpão da Cidadania, com a apresentação de Experiências Criativas do Brasil, tema do Diálogo nº 1. Em seguida foram desenvolvidos os temas Criatividade e Sustentabilidade e Eventos Culturais para Cidades Criativas.
O primeiro encontro foi mediado pelo diretor do Instituto Gênesis da PUC do Rio de Janeiro, José Sampaio Aranha. Também fizeram parte da mesa o superintendente de Cultura e Sociedade da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, Marcos André Carvalho; o diretor do Sapiens Parque, José Eduardo Fiates; e a gerente de projetos do Porto Digital de Recife (PE).
Durante a apresentação do programa Rio Criativo, desenvolvido pelo governo estadual para dinamizar a economia cultural no Rio de Janeiro, Carvalho destacou o potencial econômico das atividades criativas. “Em média, quem trabalha em setores da Economia Criativa recebe um salário 31% maior que os trabalhadores dos demais segmentos”, informou.
Para ele, o Brasil vive um momento importante, quando os governos começam a entender que Cultura e Criatividade também são fatores de crescimento. “É a primeira vez que a Cultura é vista como vetor de desenvolvimento”, afirmou.
A diretora de Empreendedorismo, Gestão e Inovação da Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura (SEC), Luciana Lima Guilherme, explicou que os diálogos são resultado de um edital, “uma espécie de seleção”, pela União Europeia (UE), que promove os encontros em várias áreas.
Cultura sustentável – Na abertura da mesa Criatividade e Sustentabilidade, o designer Fred Gelli ressaltou que o que está em jogo é o futuro do homem enquanto espécie. “Não é o planeta que deve ser protegido, ele não está nem aí, é o homem que precisa ser salvo”, alertou.
Também participaram do debate o fundador do grupo de Teatro Nós no Morro, Guti Fraga, e o diretor do Grupo Matriz e gerente da Incubadora Rio Criativo, Leo Feijó. O mediador da mesa foi o superintendente de Cultura e Sociedade da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Marcos André Carvalho.
Gelli ainda afirmou acreditar que, por instinto de sobrevivência, o homem mudará seu estilo de vida e deve redesenhar suas relações com o meio ambiente. E neste contexto é a criatividade que vai determinar o sucesso da humanidade.
Léo Feijó falou sobre sua experiência na região da Lapa, tradicional zona boêmia do centro do Rio. Ele observou que esta é uma década de grandes eventos na cidade mas a situação é provisória. Segundo ele, é preciso trabalhar pela infraestrutura permanente.
Guti Fraga contou que o Nós do Morro luta contra o estereótipo e só a qualidade é capaz de quebrar este estereótipo. Ele declarou que, apesar das dificuldades para levar o trabalho adiante, ama o que faz e concluiu: “a vida levada através da arte é mais bonita de ser vivida”.
Continuação – Nesta sexta-feira (22/6), os Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil sobre Economia Criativa dão seguimento à sua programação. Durante o evento, haverá o lançamento da edição bilíngue (Inglês-Espanhol) do plano da recém-criada Secretaria de Economia Criativa, com as presenças da titular da SEC, Cláudia Leitão, e da secretária de Cultura do Rio de Janeiro, Adriana Rattes.